Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
Calçada de São Paulo. Imagem cortesia de Caos Planejado
A qualidade das ruas e calçadas é um tópico bastante debatido no Brasil e a pandemia de coronavírus acrescentou mais um fator de complexidade ao tema – a saúde pública —, fazendo-nos questionar se é, efetivamente, possível para o pedestre praticar o distanciamento social. A inquietação levou o estudante de arquitetura Conrado Freire a desenvolver um mapa da largura das calçadas de São Paulo.
Adaptado do projeto Sidewalk Widths NYC de Meli Harvey, sobre as calçadas de Nova Iorque, o Largura do Passeio toma os dados das calçadas disponibilizados pelo portal GeoSampa e sintetiza de forma visual informações sobre os passeios de São Paulo que não são acessíveis ao público em geral. A partir dos códigos abertos disponibilizados por Harvey, que já foram também adaptados para cidades como Toronto, Washington, Berlim e Milão, Freire cria uma cartografia visual que informa aquilo que é apenas sentido pelos pedestres ao se deslocarem no espaço urbano de São Paulo.
O Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo reativou sua plataforma de ensino. Em consonância com a carta-programa da gestão 2020-2022, especialmente quanto à promoção e consolidação de um espaço para o debate sobre os temas prementes da formação do arquiteto e urbanista, o Instituto passou por uma reestruturação completa que aprofunda e fortalece o espírito democratizante das experiências anteriores.
As cartografias revelam diferentes faces do Brasil e expõem a natureza das divisões visíveis e invisíveis que definem o país. Os mapas foram produzidos pelos curadores da exposição Gabriel Kozlowski, Sol Camacho, Laura González Fierro e Marcelo Maia Rosa em colaboração com mais de 200 profissionais de 10 disciplinas diferentes.
A 13º Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo assume como questão central da edição de 2022 a reconstrução. Como atividade preparatória para o concurso de co-curadoria, o IABsp organizou três debates que promovem a discussão da própria essência de exposições de arte e de arquitetura, como também nos convocam a pensar o papel dos arquitetos, urbanistas e de tantos outros profissionais na construção de cidades mais justas e democráticas.
O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel divulgaram os 13 projetos selecionados nesta sétima edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. Entre os selecionados há obras localizadas no Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Ilha de Rei George na Antártica. A seleção foi feita por júri um formado pelos arquitetos Diego Mauro, Elisabete França, Fernando Túlio, Juliana Braga e Pedro Varella.
Confirmada como keynote speaker do UIA2021RIO, Tatiana Bilbao, uma das mais importantes arquitetas do México na atualidade, adiantou um pouco de suas ideias a respeito dos desafios enfrentados na atualidade. Tatiana foi entrevistada pela copresidente do IAB-RJ, Tainá de Paula, no canal do UIA2021RIO no YouTube.
Em uma das cidades mais atingidas pela pandemia de Covid-19 do país – São Paulo – e diante da sufocante crise socioambiental que assola o mundo e o nosso tempo, como arquitetas, arquitetos e urbanistas podem se posicionar e, efetivamente, agir contra a asfixia generalizada e pelo direito fundamental de respirar, de existir e de habitar a Terra?
Primeiro Lugar. Cortesia de Oficina Urbana de Arquitetura
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás - CAU/GO divulgou o resultado do Concurso Público Nacional de Projetos para Habitação de Interesse Social, que tinha como objetivo selecionar a melhor proposta para construir casas para famílias de baixa renda, dentro dos projetos habitacionais da Agência Goiana de Habitação - AGEHAB.
Centro Esportivo e Passarela da Rocinha | Autores: Mayerhofer & Toledo Arquitetura e Oscar Niemeyer| Data: 2010 | São Conrado. Via Arqguia Colorir
Arqguia Colorir é um livro de colorir digital que instiga a todas e todos a fazer releitura visual dos principais ícones arquitetônicos da cidade do Rio de Janeiro. Disponível para download gratuito nas versões inglês e português, os desenhos vêm acompanhados de código QR que dão acesso direto à descrição da obra no guia online de arquitetura ArqGuia Rio.
Em 2003, João Filgueiras Lima, o Lelé, esteve na Escola da Cidade para uma série de 5 palestras. A instituição transmite o quarto encontro, em que ele fala sobre a industrialização do concreto armado na urbanização das favelas em Salvador, além de sua parceria com a Lina Bo Bardi.
Arquitetas, arquitetos e urbanistas que buscam novas fontes de renda neste momento podem encontrar oportunidades de trabalho em diversos locais do Brasil. O concurso Cidade, Moradia e Saúde, do CAU/RJ, por exemplo, vai premiar com R$ 10 mil as duas melhores propostas de ATHIS que abarcam moradia e saúde em tempos de Covid-19. Por sua vez, o concurso Casa Saudável – Cidade Saudável, do CAU/RS, traz o desafio de propor soluções arquitetônicas com diferentes temáticas e distribuirá R$ 100 mil em prêmios.
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Eduardo Souto de Moura. Imagem via beira.pt, usada sob termos de "fair use"
Eduardo Elísio Machado Souto de Moura nasceu no Porto em 25 de julho de 1952, formou-se em arquitetura pela Escola de Belas Artes do Porto e iniciou sua carreira trabalhando com Álvaro Siza, com quem mantém até hoje uma relação profissional muito rica.
Sua obra é frequentemente associada a uma suposta corrente de influência miesiana, no entanto, seus projetos revelam um virtuosismo singular na escolha dos materiais – granito, madeira, mármore, tijolo, aço, concreto e vidros são apenas algumas das texturas que compõe a paleta de Souto de Moura.
A Escola da Cidade transmite, pela primeira vez, a aula inaugural do Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea ministrada em 2002 por Aziz Ab’saber, um dos mais respeitados e reconhecidos geógrafos e cientistas brasileiros.
Transferido para julho de 2021, o 27º Congresso Mundial de Arquitetos promoverá debates virtuais como parte de uma plataforma aberta e colaborativa para reunir reflexões e propostas para o enfrentamento dos desafios contemporâneos das cidades.
A contagem regressiva até o evento começa esta semana, com a publicação de um conteúdo especial nas redes sociais do UIA2021RIO. São depoimentos e entrevistas em vídeo de palestrantes, colaboradores e parceiros que comentam as transformações na configuração das cidades no pós-pandemia e qual deverá ser a contribuição dos arquitetos e urbanistas para sociedade.
O IAB divulgou a seleção das obras brasileiras habilitadas a participar da 3º edição do Prêmio Oscar Niemeyer. Do total de 33 que cumpriram o edital, 20 foram selecionadas pela comissão avaliadora. O Prêmio "Oscar Niemeyer" de Arquitetura Latino-Americana (ON Prize) é uma iniciativa da Rede Bienal de Arquitetura da América Latina (REDBAAL), fundada em 2012 na Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito.
Antes mesmo da nova presidente do IPHAN ser nomeada em maio de 2020, em conversa na Escola da Cidade no dia 05 de junho de 2019, na disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, então coordenada pelo professor José Guilherme Pereira Leite, os professores convidados Silvana Rubino e Alfredo Manevy falaram sobre diversas problemáticas e contradições que norteiam a política cultural no Brasil partindo da extinção do Ministério da Cultura (MinC) e discutindo o rebatimento disso principalmente no campo da arquitetura e do urbanismo.