Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
Entre 4 de julho de 2014 e 8 de fevereiro deste ano o Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Trento e Rovereto - MARt, prestou uma homenagem ao arquiteto português Álvaro Sizacom a exposição Álvaro Siza. Dentro do ser humano. Apresentamos a seguir o texto integral de apresentação do curador da exibição, Roberto Cremascoli, ilustrada por fotografias de Fernando Guerra e vídeos dos projetos de São Bento, Chiado e Malagueira.
Primeira mulher a receber o Prêmio Pritzker de Arquitetura (em 2004) e frequentadora assídua dos primeiros lugares em concurso internacionais de projeto, a arquiteta iraquiana Zaha Hadid conta ao jornal El País que teve a sorte de, quando criança, ter viajado na companhia de seus pais e ter conhecido, assim, algumas das obras de arquitetura e engenharia mais impressionantes da humanidade.
Maravilhada com a Mesquita de Córdoba, Hadid conta que o contraste entre a escuridão e a igreja central de mármore lhe marcou a memória, fazendo desta obra uma de suas construções favoritas ainda hoje, após o reconhecimento de seu trabalho entre arquitetos e o público em geral.
Após passar por Brasília, chega ao Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto, o Ciclo de Palestras “Cidades do Amanhã”. O projeto, um dos contemplados no 2º edital do Programa CAU/RJ de Patrocínio Cultural, nasceu da necessidade de ampliar a discussão sobre um modelo arquitetônico, presente nas cidades brasileiras, que promove a segregação e o afastamento do espaço e da vida pública.
Ao longo de dois anos, o professor da Universidade Federal Fluminense e idealizador do ciclo, Vinícius Netto, junto com os professores Renato Saboya, de Florianópolis, e Júlio Vargas, de Porto Alegre, se dedicaram à análise de cerca de 8 mil edifícios. A partir da criação de parâmetros, como o afastamento dos prédios, a presença de muros e o número de janelas, e a quantidade de pedestres, a pesquisa demonstrou como a arquitetura contribui para uma cidade mais insegura e com piores índices de mobilidade.
Realizado em parceira com a Casa do Povo, o quinto encontro do Projeto USINA 25 se propõe a pensar a dimensão política da atuação de arquitetos e urbanistas.
Levando em conta as questões colocadas por Sérgio Ferro no célebre ensaio "O canteiro e o desenho" (publicado em 1976), pretende-se problematizar as potencialidades e as contradições do exercício profissional da Arquitetura e do Urbanismo num tipo específico de canteiro: o mutirão autogerido.
Pela distância que tenta estabelecer em relação às formas de produção habituais, este tipo de canteiro permite a experimentação de relações de trabalho e formas arquitetônicas distintas na produção de habitação e espaços coletivos para os trabalhadores. Por outro lado, estas inovações são permanentemente tensionadas por circustâncias desfavoráveis que impõem a estas experiências uma série limites e contradições.
Projeto “Favela Paintig”, idealizado por Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro. Fonte: Screenshot do vídeo da dupla no TED Talk
Os arquitetos americanos Joel Mills, diretor do Center for Communities by Design do American Institute of Architects (AIA), e Wayne Feiden, diretor de Planejamento e Urbanismo da cidade de Northampton, discutem as experiências de projeto e planejamento participativo nos Estados Unidos no IAB-RJ. O evento, que acontece no dia 17 de agosto, é gratuito e aberto ao público e terá mediação do presidente do departamento carioca do IAB, Pedro da Luz Moreira.
Projeto PLANO CIDADE [morro infraestrutural]. Image Cortesia de Fórum Rio Academy
O futuro das grandes cidades em países emergentes foi debatido durante sete dias e gerou resultados. Ao fim das atividades o Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismo elegeu os melhores projetos desenvolvidos para a cidade do Rio de Janeiro, em comemoração aos seus 450 anos. A cerimônia foi realizada no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM) e contou com a presença de um time de júris de peso. No total, 13 propostas serão enviadas à Prefeitura do Rio.
Ao todo, 27 grupos enviaram seus projetos para o concurso. A área de Desigualdade Social teve em primeiro lugar o trabalho Providência em tempos de Pipa, que propõe uma reconstrução da comunidade da Providência, promovendo uma maior integração entre favela e asfalto. No tema Urbanismo Espontâneo, o vencedor foi o projeto Transbordar, que utiliza as ruas do Rio de Janeiro como um grande circuito de brincadeiras pela cidade, incluindo comunidades.
Acaba de ser lançada a campanha de financiamento colaborativo do Documentário "Arquitetura como prática política", um dos desdobramentos do Projeto USINA 25, que compreende uma série de ações dedicadas à preservação e ativação da memória dos principais processos desenvolvidos pela assessoria técnica nos últimos 25 anos.
O aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro é tema da exposição "Rio de Janeiro 450 anos: uma história do futuro", atualmente em cartaz na Biblioteca Nacional. A mostra, inaugurada dia 6 de agosto, reúne mais de 200 peças do acervo e integra a Fundação Biblioteca Nacional ao calendário de comemorações pelo aniversário da cidade.
Estão em exibição 236 obras - entre gravuras, ilustrações, cartas, mapas, fotografias, charges, partituras e outras obras raras - que contam a história da cidade por meio da arquitetura e urbanismo, bem como da vida política, religiosa, cultural e esportiva de seus habitantes.
Mesa Origami Circular, por Ruy Ohtake. Image Cortesia de Instituto Tomie Ohtake
Concebida por ocasião do BOOMSPDESIGN 2015, que homenageia Ruy Ohtake como designer do ano, e do Design Weekend, eventos que acontecem na cidade buscando dar visibilidade às relações entre design, arquitetura e urbanismo, a exposição Ruy Ohtake, imprevisibilidades, desenho e mobiliário explicita vertentes desse diálogo. Além de revelar como arquitetura e mobiliário estão inter-relacionados na linguagem do arquiteto, a mostra reforça o propósito do Instituto Tomie Ohtake em promover iniciativas que apontem as especificidades e contaminações entre esses campos.
Ruy Ohtake, imprevisibilidades, desenho e mobiliário, concebida pelo próprio arquiteto, com curadoria de Beto Cocenza, e realizada pelo Instituto Tomie Ohtake e BOOMSPDESIGN, traz um recorte singular no campo do design criado pelo autor de projetos consagrados, entre os quais, Parque Ecológico do Tietê (SP), Expresso Tiradentes (SP), Hotéis Unique (SP), Renaissance (SP) e Alvorada (BR), Conjunto Residencial e Polo Educacional de Heliópolis (SP), Aquário do Pantanal (MS).
O Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea da Escola da Cidade promove na quarta-feira, dia 12 de agosto, uma palestra com o arquiteto Fernando Luiz Lara, que irá falar sobre “Arquitetura moderna latino-americana”, tema de sua recente publicação. Na sequência da palestra haverá um debate entre Luiz Lara, e os arquitetos Ana Paula Koury, Luis Octavio de Faria e Silva e Alvaro Puntoni.
Modern Architecture in Latin America: Art, Technology, and Utopia é o nome da publicação que apresenta um texto introdutório sobre as questões, polêmicas e obras que representam os complexos processos de modernização política, econômica e cultural no século XX. Os números e tipos de projetos variaram muito de país para país, mas, como um todo, a região produziu um corpo significativo de arquitetura que nunca antes foi apresentado em um único, em qualquer idioma. Modern Architecture in Latin America é a primeira história abrangente desta importante produção, e é de autoria de Luis E. Carranza e Fernando Luiz Lara.
A Escola da Cidade compartilhou conosco mais uma palestra de seu curso de pós-graduação Geografia, Cidade e Arquitetura, trazendo, desta vez, as arquitetas e historiadoras Nilce Aravecchia e Ana Castro para apresentar o primeiro resultado de um diálogo com o grupo de pesquisa Cultura, Arquitetura e Cidade, na América Latina.
A aula discutiu as visões e representações da marginalidade no território: de Lima à metrópole latino-americana entre os anos 50 e 70, propondo uma discussão da cidade latino-americana. A aula baseou-se em construir o conceito de América Latina, introduzir o CEPAL e a Teoria da Dependência e discutir a ideia de marginalidade a partir dessa discussão. Em seguida, adentra-se o território de Lima, para entender melhor esta cidade e o período nacional-desenvolvimentismo, onde o arquiteto, e posteriormente presidente, Belaúnde Terry teve um importante papel. Por fim, comentou-se sobre arquiteto John Turner e o concurso Previ .
Realizado em parceria com o Instituto Casa da Cidade, o quarto encontro do Projeto USINA 25 será dedicado a pensar o papel dos processos participativos na busca pela construção de autonomia na produção de moradia pelos setores populares organizados.
A partir de um breve resgate histórico sobre o papel desses processos desde a redemocratização do país, se pretende contextualizar o debate em torno de suas contradições e problematizar o termo "participação", destacando seus limites e potencialidades.
Para ampliar e melhor distribuir a oferta de espaços públicos de convivência em São Paulo, a Prefeitura acaba de lançar o edital de licitação para implantação de 32 parklets na cidade, um por subprefeitura.
As novas estruturas vão se juntar às mais de 40 já instaladas em São Paulo, reforçando o objetivo da Prefeitura de humanizar e democratizar o uso da rua, e de promover a permanência nos espaços públicos da cidade.
Convidados para o curso de pós-graduação Geografia, Cidade e Arquitetura da Escola da Cidade, os arquitetos Luis Elgue e José Cubilla participaram de duas aulas do módulo Paraguaie apresentaram um panorama sobre a evolução da arquitetura paraguaia, além de projetos desenvolvidos pelos seus escritórios José Cubilla & Associados e Estudio Elgue.
Represa Jaguari que integra o sistema da Cantareira, São Paulo. Image via diariodocentrodomundo.com.br
A União Internacional dos Arquitetos, representando 1,3 milhão de profissionais no mundo, anunciou o tema do dia do arquiteto deste ano, que será comemorado na data de 5 de outubro: Arquitetura, Construção, Clima.
Enquanto os governos nacionais debatem no COP21, evento que buscará um acordo internacional sobre o clima, a UIA, juntamente com as organizações nacionais e regionais de arquitetura, destaca o papel essencial da arquitetura e do urbanismo na redução das emissões de gases de efeito estufa.
O terceiro encontro do Projeto USINA 25 será dedicado à exibição e debate do filme Capacetes Coloridos (2007). Ao traçar um paralelo entre o canteiro de obras da ampliação do campus da USP Leste e o canteiro do mutirão autogerido da Associação Paulo Freire (ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1 de São Paulo), o documentário traz à tona uma série de questões sobre o fazer arquitetônico na periferia do sistema capitalista.
Após a exibição do filme, haverá um debate com a participação de Paula Constante (diretora), Tiarajú Pablo D'Andrea (compositor da trilha sonora original e colaborador no argumento do filme) e Cristiane Lima (liderança do movimento de moradia e uma das mutirantes entrevistadas no filme). A conversa será mediada pelo cientista social Sandro Barbosa.
O escritório paulistano Brasil Arquiteturaé o entrevistado da vez em nossa seção AD Brasil Entrevista. Fundado em 1979 por cinco arquitetos recém-formados pela FAU-USP, um ano após ser inaugurado eram três os sócios e, a partir de 1995, o permaneceram apenas Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.
Nestas mais de três décadas de história, passaram pelo escritório mais de cinquenta colaboradores, entre arquitetos e estagiários, que atuaram projetos no Brasil e no exterior. Em 1986 os arquitetos criaram a marcenaria Baraúna, destinada a executar mobiliário e objetos em madeira projetados no escritório.
Na ocasião, Bonduki, secretário de Cultura de São Paulo e arquiteto, falou da importância de Artigas e de sua relação com a arquitetura e o urbanismo, incluindo discussões sobre habitação social e projetos de casas individuais.