
Conheci a obra de Manuel Gallego pela primeira vez em Valência, pelas mãos de José María Lozano. Ali, onde eu estudava, haviam organizado um simpósio sobre arquitetura galega.

Conheci a obra de Manuel Gallego pela primeira vez em Valência, pelas mãos de José María Lozano. Ali, onde eu estudava, haviam organizado um simpósio sobre arquitetura galega.

O que a obra de Joaquín Vaquero Palacios tem que nos surpreende depois de tanto tempo e a torna merecedora de uma exposição no Museu ICO e de tantas visitas de especialistas? Muitas vezes fui acionado — com a maior satisfação — como arquiteto de contato para visitas às Astúrias para ver as obras de Vaquero. A disposição da Hidrocantábrico e agora da EDP (continuo conversando com as mesmas pessoas; meu muito obrigado a Nicanor Fernández e sua equipe) é sempre total, assumindo as mudanças com estoicismo, pois quem vem de fora muitas vezes não se dá conta, por exemplo, de que ir a Grandas de Salime continua sendo uma grande viagem que ocupa, e preenche de alegria, o dia inteiro, ou de que as questões de segurança são fundamentais.
Em certa ocasião, trouxemos um ônibus da Universidade Internacional Menéndez Pelayo e, ao final do dia, as pessoas aplaudiam no veículo como se tivessem assistido a uma ópera. E era exatamente isso: a grande ópera formal de Vaquero. Este ano, para não ir mais longe, fui *cicerone* do Mestrado em Arquitetura Avançada da Universidade Politécnica de Madri, dirigido por Juan Herreros — um entusiasta de Vaquero que nos acompanhou em diversas ocasiões —, em uma visita com estudantes de cinco nacionalidades diferentes que ficaram boquiabertos ao ver as usinas. Também nos encontramos em Proaza, nos escritórios, e em Veriña com a jovem equipe de arquitetura que concebeu esta exposição, que ia revisando cada detalhe, cada arquivo que encontrava nos edifícios.

Minha cabeça, sem dúvida, é difusa e dispersa. Compara elementos distintos da arquitetura, marcados por momentos distantes, os lê e os contempla com paixão e intensidade. Não me resta dúvida que a leitura do protagonista deste artigo deu forma não somente aos meus pensamentos, mas também aos de muitos outros. Morre Robert Venturi, aos 93 anos, uma figura importante e uma referência central para a arquitetura.
E qual é o motivo disso? Venturi escreveu o livro Complexidade e Contradição na Arquitetura, cujas ideias apresentaram uma ótica impactante para toda a disciplina. No livro, Venturi se dedica a explicar uma frase de Rennie Mackintosh: "Há esperança no erro honesto, nenhuma na perfeição congelada do mero estilo".

A Escola de Arquitetura da Universidad Politécnica de Madrid acaba de homenagear merecidamente o Catedrático Alberto Campo Baeza. Eu gostaria de juntar-me a este jubileu justo e necessário com esta reflexão originalmente intitulada como "Campo Baeza, Fiat Lux" (Faça-se a luz).
Estamos tão acostumados a ver a luz do dia que já não paramos para dar as graças por essa cotidiana alegria. Nós que somos mais jovens que Baeza, embora pareçamos mais velhos pela imagem eterna de seu rosto moreno, calmo e cheia de vida por seus olhos brilhantes, estamos acostumados a vê-lo sempre ali, dando-nos tempo ao tempo, sem oprimir. Isso porque não são muitos seus projetos, são como um novo frasco de luz que nos traz o aroma de sua arte. E dizemos frasco pois muitas vezes sua poesia nos é oferecida em obras pequenas, casas que, entretanto, correm as páginas do mundo. E nós, como se fosse um dom que merecemos, tampouco sentamos a escrever e dar graças por ele e seu elixir. Quantos anos passaram já desde aquela escola de tijolos e aquele espaço curvo, onde a luz se ordenava nas pedras e a escala era medida com uma criança? Quantos anos se passaram desde que as janelas da Casa Turegano foram dispostas na planta, e nos deixaram sem palavras com um raio de luz que cruzava escalonado? Nós não dizemos. São muitos!