Rodrigo Bastos

Arquiteto, engenheiro civil, Mestre pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo, com Pós-doutorado pela Capes/McGill University, Montreal. Foi professor de vários cursos de Arquitetura no país e atualmente é professor associado do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina. É autor de dois livros, A maravilhosa fábrica de virtudes, e A arte do urbanismo conveniente.

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O significado histórico do forro da Igreja de São Francisco de Assis em Salvador e os desafios de preservação do patrimônio cultural

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O que aconteceu na Igreja conventual de São Francisco de Assis em Salvador é mais um triste capítulo de um processo que aflige o patrimônio cultural brasileiro, intensificado nos últimos anos com os incêndios do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, da Cinemateca e do Museu da língua portuguesa em São Paulo. Assim, nesses últimos dias, tem-se debatido muito sobre quem teria a "culpa" do que se passou em Salvador, ou quem teria a "responsabilidade" de evitar esse desastre, que também levou a vida de uma jovem turista: se os administradores da Igreja, se o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), se os órgãos locais de cultura e patrimônio etc. Esse tema é difícil, e importante de se discutir, sim, a demandar investigações cuidadosas sobre as causas do sinistro. Mas o debate deve ser mais amplo, tendo sobretudo a finalidade de se pensar como é que poderemos evitar que eventos como esses aconteçam: maior investimento, maior valorização do patrimônio artístico e arquitetônico, protocolos mais rígidos e efetivos de segurança, conservação preventiva, educação patrimonial. Nos dias que se seguiram ao incidente em Salvador, inúmeros edifícios do período colonial foram interditados em lugares do país, sob a alegação de que também poderiam ruir. Nosso patrimônio pede atenção, em muitos casos com urgência.

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Pela preservação da Escola de Artes e Arquitetura Professor Edgar Albuquerque Graeff

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A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica de Goiás pretende extinguir a Escola de Artes e Arquitetura Professor Edgar Albuquerque Graeff.

A justificativa para o ato inesperado é a redução de custos da instituição. O argumento seria até admissível. Administrar ou reduzir despesas é um procedimento habitual, não apenas para universidades filantrópicas. Mas não está claro — e sequer razoável — é porque que, para reduzir os custos ordinários de uma instituição, seja necessária a extinção de uma de suas partes mais antigas e mais reconhecidas; uma Escola que se destacou excepcionalmente, em cenário nacional, com uma história que precisa ser lembrada aqui, a fim de darmos conta da atitude trágica que se exaspera; uma atitude tomada sem diálogo com os professores, artistas e arquitetos, que lá estão; sem considerar, também, a identidade e a memória de milhares de arquitetos, artistas e designers que nela estiveram nos últimos 70 anos.