Richard Buday

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR
↓
Acesso exclusivo

Os/as arquitetos/as modernos/as são péssimos/as em mentir. Felizmente, isso tem conserto.

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Além de se vestirem como agentes funerários, usarem óculos redondos de aro preto e dirigirem carros suecos, o traço mais marcante dos/as arquitetos/as modernos/as é sua honestidade estética — o que é perigoso. A sinceridade deixa pouco espaço para a imaginação.

Acesso exclusivo

O que não sabemos sobre as mudanças climáticas

Vou fazer uma pausa aqui para que você sinta o peso dessa questão.

O que não sabemos sobre as mudanças climáticas - Image 5 of 4

Pois bem, deixemos o fardo de lado por um momento e relaxemos um pouco, para que possamos começar a agir de fato. Temos muito trabalho a fazer. De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), o prazo para reduzir as emissões de dióxido de carbono em 50% é de 11 anos. No entanto, nossa intuição nos diz que talvez não consigamos vencer essa contagem regressiva para o apocalipse, pois há barreiras severas em nosso caminho, como a ganância e a política. Reconhecemos, com pesar, que, mais do que os capitalistas, os barões do petróleo ou os políticos, a profissão de arquiteto/a carrega a maior responsabilidade pelo aquecimento global — afinal, os edifícios são a maior fonte de dióxido de carbono, os principais vilões na emissão de gases de efeito estufa. Duas gerações de arquitetos/as dedicaram esforços apaixonados à proteção ambiental, à conservação de água e energia, à sustentabilidade e à resiliência e, no entanto, isso de nada serviu para desacelerar as mudanças climáticas.

Acesso exclusivo

O que não entendemos sobre as mudanças climáticas

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Colegas arquitetos e arquitetas, podemos conversar? Isso vai doer, mas precisa ser dito. Se eu fosse poeta, escreveria: O fim está próximo, e a culpa é nossa. Como não sou bardo, porém, direi da seguinte forma: a maioria de nós suspeita que as mudanças climáticas antropogênicas levarão ao fim da civilização. Há quem negue a ciência na arquitetura (“O clima está sempre mudando!”), enquanto outros ignoram o óbvio (a negação é um excelente mecanismo de defesa), mas, no fundo de cada mente criativa consumida pela angústia, reside o medo de que as crianças de hoje possam ser as últimas da nossa espécie.

O que não entendemos sobre as mudanças climáticas - 2 的图像 4

Faço uma pausa aqui para permitir que o peso desse pensamento nos deprima.

Acesso exclusivo

Como escrever um manifesto de arquitetura

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

A arquitetura perdeu-se em uma crise de identidade não faz muito tempo. A disciplina vagou em autorreflexão, reexaminando como os/as profissionais realizam seu trabalho, como o ambiente construído deveria se parecer e por quê. Movimentos surgiram e desapareceram. Caminhos promissores revelaram-se becos sem saída. Com o tempo, a profissão desistiu de procurar saídas para sua incerteza, deixando-nos onde estamos hoje.

Como escrever um manifesto de arquitetura - Image 1 of 4

Nas eras pré-modernas, novas técnicas de construção, a evolução das visões sobre a arte e as transformações nas crenças sociais impulsionavam os estilos. Os avanços eram lentos, mas, uma vez estabelecidos, tornavam-se normas duradouras. O período gótico durou quatro séculos; o Renascimento, três. No entanto, a partir do século XIX, mais de uma centena de movimentos estéticos e filosóficos surgiram e desapareceram rapidamente. Como observa o historiador Charles Jencks, havia “uma pluralidade de tradições arquitetônicas vivas” mesmo durante o auge hegemônico de quarenta anos do Estilo Internacional.

Acesso exclusivo

Como um romance salvou a Notre-Dame e mudou a percepção da arquitetura gótica

Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "It’s a Book. It’s a Building. It’s a Behavioral Intervention!"

Alguns anos atrás, ao visitar, ou melhor, explorar a Notre-Dame, o autor deste livro encontrou em um canto escuro de uma das torres, esta palavra esculpida na parede:

'ANÁΓKH

Estes caracteres gregos, escurecidos pelo tempo, e esculpidos profundamente na pedra com as peculiaridades de forma e arranjo comuns à caligrafia gótica realizada manualmente durante a Idade Média, sobretudo, o triste significado desta palavra foi o que mais impressionou o autor.