Rebecca Greenwald

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Após o coronavírus, o que será do paisagismo?

A crise urbana traz muitos desafios, mas também apresenta oportunidades para os arquitetos paisagistas ajudarem a construir espaços verdes e cidades mais justas.

Como um morador de Los Angeles que não dirige, andar pela cidade a pé e de bicicleta sempre me fez sentir como se todos os lugares fossem meus.

Mas, nos últimos dois meses, os habitantes têm frequentado mais as ruas, como se todos tivessem descoberto pela primeira vez, que são capazes de explorar a cidade sem carro. Embora a maioria das praias e trilhas da cidade tenham sido fechadas, mesmo sendo reabertas, desde então, notei que o rio Los Angeles se tornou o novo "ponto de referência" da cidade, como um ponto de encontro, socialmente distante. Em uma cidade que não possui parques públicos adequados, as pessoas estão transformando qualquer pedaço de grama ou calçada - seja um pátio de uma escola, um canteiro central ou um trecho de concreto ao lado de um estacionamento - em um local de alívio da loucura.

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Novo plano visa revitalizar Midtown Detroit, o polo cultural da cidade

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Uma equipe composta por estúdios e profissionais locais e internacionais — Agence Ter, rootoftwo, Akoaki e Harley Etienne — foi selecionada recentemente para revitalizar a área de 83 acres.

Ao longo do século XX, sob diferentes administrações e contextos econômicos, Midtown Detroit tornou-se um dos maiores (ou mais densos) distritos culturais dos Estados Unidos, abrigando mais de 12 grandes instituições, como o Detroit Institute for the Arts (DIA) e o College for Creative Studies. Contudo, quem passa por lá mal percebe isso: a área de nove quarteirões e 83 acres é uma mistura desordenada de estilos que vão do Beaux-Arts ao modernismo e ao brutalismo, transmitindo uma certa falta de identidade espacial. O local parece arquitetonicamente desconexo, ilegível e não consegue traduzir o dinamismo de cada instituição para o espaço público de forma ampla.