Nicolás Valencia

Arquiteto chileno Nicolas Valencia é o ex-Chefe Editorial da ArchDaily, liderando uma equipe editorial global. Premiado como Arquiteto Jovem de 2022 pelo Colégio de Arquitetos do Chile ---- @nicolasvalencia.cl | nicolasvalencia.cl | hellonicolasvalencia@gmail.com

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A arquitetura social pode ser mais do que uma anedota?

No último domingo, 1º de abril, encerrou-se no Peru a 15ª edição do Taller Social Latinoamericano (TSL), um workshop anual que reúne estudantes e profissionais da arquitetura de todo o continente americano para analisar, refletir, projetar e construir equipamentos públicos durante dez dias nos mais diversos contextos da América Latina.

Conhecida como XV TSL Puno, esta edição foi realizada em Chucuito, um povoado peruano a mais de 3.800 metros de altitude, às margens do Lago Titicaca e próximo à cidade de Puno, a capital folclórica do Peru. Ali, 250 estudantes, distribuídos/as em três equipes, trabalharam em projetos de landscape, espaço público e restauração patrimonial, liderados por ENSUSITIO + Jhony Chávez, Ruta 4 e Lucio Torres, respectivamente.

Após as jornadas de trabalho, entre folhas de coca e truta frita, surgia constantemente uma pergunta enquanto conversávamos com os/as participantes: como a arquitetura social pode ir além da fotografia de crianças desenhando e adultos/as conversando em uma assembleia? A seguir, apresentamos as reflexões de quatro escritórios latino-americanos que participaram do TSL entre 2017 e 2018.

A arquitetura social pode ser mais do que uma anedota? - Imagem 1 de 4A arquitetura social pode ser mais do que uma anedota? - Imagem 7 de 4A arquitetura social pode ser mais do que uma anedota? - Imagem 12 de 4A arquitetura social pode ser mais do que uma anedota? - Imagem 19 de 4A arquitetura social pode ser mais do que uma anedota? - Mais Imagens+ 16

O que aconteceu com o BD Bacatá, o arranha-céu mais alto da Colômbia?

No início de 2016, noticiamos que, em Bogotá (Colômbia), havia sido concluída a construção do BD Bacatá, o arranha-céu mais alto da Colômbia (216 metros), e que sua inauguração seria questão de meses. No entanto, ainda não há uma data oficial de abertura, enquanto em outro ponto da capital colombiana avança a construção de um projeto que superará o BD Bacatá em altura: trata-se das Torres Atrio (268 metros), projeto assinado por Rogers Stirk Harbour + Partners (RSHP) e El Equipo de Mazzanti.

As 20 melhores cidades do mundo para viver em 2018

Pelo nono ano consecutivo, Viena ficou em primeiro lugar no ranking Mercer das cidades com a melhor qualidade de vida do mundo. Apesar da atual volatilidade econômica no continente europeu, a capital austríaca é acompanhada por outras oito cidades europeias entre as dez primeiras.

Esta é a 20ª edição do Mercer Rankings. A empresa de consultoria, especializada em aconselhar empresas multinacionais na transferência de funcionários, avaliou mais de 450 cidades em todo o mundo. Seus rankings levam em conta 39 fatores divididos em 10 categorias, incluindo ambiente político e econômico, status sócio-cultural, saneamento, oportunidades educacionais e de lazer, mercado imobiliário e desastres naturais.

Em nível regional, Vancouver (5ª), Singapura (25ª), Montevidéu (77ª) e Port Louis (83ª) são as cidades mais bem classificadas na América do Norte, Ásia, América Latina e África, respectivamente. Segundo a Mercer, as vinte cidades com melhor qualidade de vida no mundo são:

As 20 melhores cidades do mundo para viver em 2018 - Image 1 of 4As 20 melhores cidades do mundo para viver em 2018 - Image 2 of 4As 20 melhores cidades do mundo para viver em 2018 - Image 3 of 4As 20 melhores cidades do mundo para viver em 2018 - Image 4 of 4As 20 melhores cidades do mundo para viver em 2018 - Mais Imagens+ 15

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Beatriz García Moreno: 'As mulheres não somos apenas moradoras de espaços, mas somos morada'

Nesta edição do Dia Internacional da Mulher, unimos forças com a publicação impressa colombiana de-Arq (Universidad de Los Andes) para conhecer o trabalho de cinco arquitetas colombianas contemporâneas, que representam diferentes abordagens complementares dentro de nossa disciplina: projeto, pesquisa, docência e experimentação.

Hoje conversamos com Beatríz García Moreno, arquiteta colombiana e docente em cursos de doutorado e mestrado em universidades locais, além de membro da Associação Mundial de Psicanálise. "As mulheres contribuem não apenas nos temas tradicionais da arquitetura, para os quais estão perfeitamente capacitadas, mas também nos temas ancestrais que constituíram o seu habitar no mundo", comenta García Moreno.

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John Octavio Ortiz: "A arquitetura é um pretexto para transformar vidas"

A inserção de um novo profissional no mercado de trabalho traz consigo trabalhos repletos de dedicação e inovação. John Octavio Ortiz, arquiteto vencedor da BAL 2017 e apontado como um dos jovens profissionais da arquitetura mais importantes da América Latina, relata em uma de suas apresentações no TEDx Talks como foi sua experiência em campo trabalhando com comunidades vulneráveis nas comunas de Medellín, na Colômbia.

Muitas vezes, um projeto é realizado levando em consideração apenas as análises feitas a partir do escritório de arquitetura, onde são elaborados os diferentes sistemas e dinâmicas que ocorrem no território. Esse é um dos erros comumente cometidos não apenas no campo da arquitetura, mas também em outras profissões, pois tais propostas acabam exigindo inúmeras modificações ao longo do processo de desenvolvimento de um trabalho conjunto com a comunidade que habita o local.

Você se interessa pelos desafios urbanos do Sul Global? Faça este curso online da TU Delft

A Faculdade de Arquitetura da TU Delft (Holanda) oferecerá um novo curso online na plataforma digital edX, focado nos desafios urbanos dos países emergentes.

Trata-se de “Rethink the City. New Approaches to Global and Local Urban Challenges”, que tem como objetivo abordar os desafios urbanos em países emergentes para oferecer uma nova perspectiva que permita compreender e analisar o Sul Global. Por esse motivo, os conteúdos estão estruturados em três eixos temáticos: “Justiça Espacial”, “Provisão e Gestão de Habitação” e “Resiliência Urbana”.

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Guia de arquitetura de Puno: 8 lugares que todo/a arquiteto/a deve conhecer

A mais de 3.800 metros acima do nível do mar e às margens do Lago Titicaca, a cidade de Puno se destaca como a capital folclórica do Peru por sua intersecção entre arquitetura, arqueologia e dança. Não apenas abriga a festividade da Candelária, declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2014, mas também preserva, a poucos quilômetros, o grande legado arqueológico das culturas Pukará e Tiwanaku. Além disso, é possível visitar as Ilhas Flutuantes dos Uros, Amantani e Taquile no lago navegável mais alto do mundo.

Antes de prosseguir, se você não estiver acostumado/a com a altitude, recomendamos beber constantemente chá de coca ou mascar folhas de coca, que podem ser compradas em qualquer mercearia. Outro detalhe: em um mesmo dia pode fazer sol, chover e cair granizo, por isso, leve isso em consideração ao escolher seu vestuário. Por fim: no Peru, as ruas estreitas, geralmente de pista única e com pelo menos 10 quadras de extensão, são chamadas de jirones (Jr.).

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Conheça e baixe os guias oficiais de desenho arquitetônico Mapuche e Aymara no Chile

Mais de um milhão e meio de pessoas no Chile pertencem a um dos nove povos originários reconhecidos pelo Estado pela Lei 19.253: Aymara, Quechua, Atacameño, Colla, Diaguita, Rapa Nui, Mapuche, Kawéskar e Yagán. Apesar de representarem 9,1% da população nacional, não são reconhecidos a nível constitucional, e sua cultura (inclusive sua existência) é desconhecida pela grande maioria dos chilenos.

Alinhada à Lei 19.253, que exige "respeitar, proteger e promover o desenvolvimento dos indígenas, suas culturas, famílias e comunidades, adotando as medidas adequadas para tais fins", a Direção de Arquitetura do Ministério de Obras Públicas (MOP) do Chile publicou, em 2003, o primeiro guia de desenho arquitetônico para os povos originários Mapuche e Aymara, os mais populosos do país.

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Assim avança a construção dos três projetos do XV TSL Puno no Peru

Dizem que não se deve confiar no céu da serra peruana: um céu azul pode dar lugar a um temporal ou a uma chuva de granizo em poucas horas. Isso também é de conhecimento de estudantes e ministrantes do XV TSL Puno, a atual edição do workshop social latino-americano que este ano está sendo realizada em Chucuito (Peru), que durante esta semana trabalham na construção de três projetos a serem entregues à comunidade.

Landscape, restauração patrimonial e infraestrutura pública são as três temáticas abordadas pelas oficinas Serpiente, Cóndor e Puma em suas construções a mais de 3.800 metros de altitude, espalhadas por diferentes pontos de Chucuito. Dessa forma, o evento liderado pela Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA) juntamente com a Organización Peruana de Estudiantes de Arquitectura (OPEA) terminará neste domingo, 1º de abril, com a inauguração pública dos projetos.

Nesta oportunidade, convidamos você a conhecer o progresso das equipes que integram esta edição do TSL, a terceira realizada em território peruano.

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Lina Toro: 'O problema reside na incapacidade do sistema de reconhecer a excelência'

Nesta edição do Dia Internacional da Mulher, unimos forças com a publicação impressa colombiana de-Arq (Universidad de Los Andes) para conhecer o trabalho de cinco arquitetas colombianas contemporâneas, que representam diferentes abordagens complementares dentro de nossa disciplina: projeto, pesquisa, docência e experimentação.

Hoje conversamos com Lina Toro, arquiteta colombiana, cofundadora do dosmasunoarquitectos, atual diretora do linatoro.arch e professora da IE University na Espanha. "Acho que o problema reside na incapacidade do sistema de reconhecer a excelência", comenta Toro.

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Putucos: a arquitetura vernacular tem algo a dizer sobre sustentabilidade

No contexto do XV Taller Social Latinoamericano, que atualmente ocorre em Puno, no Peru, visitamos a região de Iruito Tupi (província de Huancané) acompanhados por Francisco Mariscal, Diretor da Direção Desconcentrada de Cultura de Puno do Ministério da Cultura, que em sua conferência apresentou a história dos putucos, habitações construídas unicamente com blocos de terra e capim extraídos do próprio solo.

Às vezes, tem-se a impressão de que a história gira sobre si mesma. Um mesmo roteiro com outros nomes, outros rostos e outros lugares. Há 10.000 anos, o planalto andino e a bacia do Lago Titicaca — atualmente compartilhada por Peru e Bolívia — começaram a ser povoados por grupos de caçadores e coletores que chegaram a essas altitudes atraídos pelas lhamas, vicunhas, aves e peixes disponíveis.

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Colégio de Arquitetos do Chile propõe seis temas centrais ao novo Ministro da Habitação e Urbanismo

Na última terça-feira, 20 de março, os membros da Diretoria do Colégio de Arquitetos do Chile reuniram-se com o recém-empossado ministro de Habitação e Urbanismo (MINVU), Cristián Monckeberg, junto a Paz Serra, chefe da Direção de Desenvolvimento Urbano do MINVU, e ao jornalista Sebastián Zúñiga, chefe de gabinete.

No encontro, compartilharam sua experiência profissional em desenvolvimento urbano e arquitetura e convidaram o ministro a criar uma mesa de trabalho conjunta, que possa incluir outros órgãos do Estado, a sociedade civil e o setor privado. A associação abordou seis grandes temas para este novo período presidencial:

250 estudantes de toda a América Latina inauguram a XV Oficina Social Latino-Americana no Peru

Às margens do Lago Titicaca, cerca de 250 estudantes de 15 países deram início, no Peru, ao TSL Puno 2018, a 15ª edição do Taller Social Latinoamericano, dirigido pela Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA) e pela Organización Peruana de Estudiantes de Arquitectura (OPEA).

Como já é tradição desde 2002, estudantes de arquitetura de toda a América Latina unem forças com entidades públicas e privadas, coletivos de arquitetura, oficineiros/as, docentes e membros da sociedade civil para pensar, projetar e construir equipamentos públicos nos mais diversos pontos de nossa geografia de língua espanhola.

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Ana Elvira Vélez: 'Me dei conta de que a Europa estava construída e na Colômbia tudo estava por fazer'

Ana Elvira Vélez por Ana Elvira Vélez

Sou filha, esposa, mãe, amiga, professora, colega, júri, palestrante e arquiteta. Contudo, a arquitetura me define como uma pessoa que questiona o “porquê” das situações cotidianas da vida, das preconcepções das pessoas, dos programas das encomendas. Busco, por meio do ofício, conferir identidade e igualdade, com a melhor qualidade possível, às pessoas para as quais desenvolvo projetos.

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ODA18: conheça as 15 obras finalistas do prêmio de melhor arquitetura em espanhol

Após uma semana de indicações, mais de 25 mil leitores selecionaram seus projetos favoritos entre quase 1.000 obras construídas na América Latina e Espanha. E hoje chegou o dia de conhecer os finalistas do ODA18

Este prêmio tornou-se uma verdadeira tradição que este ano chega à sua décima edição. Este é um convite estendido a todos os nossos leitores e leitoras para reconhecerem as obras publicadas durante 2017 que serviram de inspiração e que representam a identidade de seus contextos locais em um planeta globalizado, definindo a maneira de fazer arquitetura na América Latina e na Espanha em um mundo cada vez mais heterogêneo e multicultural.

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Projetemos cidades melhores com estas 14 fichas normativas de desenho universal e acessível

Desde 2016, o Chile passa por uma transformação gradual de sua regulamentação de construção graças à promulgação do histórico Decreto 50 da Ordenança Geral de Urbanismo e Construção (OGUC). Este decreto exige a aplicação de uma norma nacional sobre acessibilidade universal, ratificando tanto a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2008) quanto a Lei 20.422 (2010), que estabelece normas sobre igualdade de oportunidades e inclusão social de pessoas com deficiência.

A mudança regulatória motivou a equipe da Corporación Ciudad Accesible a atualizar suas 14 “Fichas Temáticas Acessíveis”, agora que esta lei é uma exigência e não uma opção. "Desejamos alcançar uma visão acessível e universal, onde o design enxergue as pessoas além do molde tradicional, para que aqueles que não se deslocam caminhando, enxergando, ouvindo ou compreendendo o entorno sob o padrão tradicional encontrem as mesmas oportunidades e participação", explica a equipe.

Ouça 'Mulheres Empoderadas', a mais recente playlist do ArchDaily em Espanhol no Spotify

Desde 2016 unimos forças com o Spotify, a maior plataforma de streaming de música do mundo. Desde então, criamos nossas próprias playlists para acompanhar os diversos momentos da vida de todos os arquitetos e arquitetas. Paralelamente, convidamos arquitetos e arquitetas da América Latina e da Espanha para compartilhar a música que serve de inspiração ou, melhor ainda, aqueles sons que marcaram suas carreiras.

Para celebrar o Mês da Mulher, preparamos uma série de artigos especiais: destacamos 15 arquitetas mexicanas que constroem o futuro de seu país, conhecemos 5 arquitetas colombianas de destaque em projeto, pesquisa e docência, e apresentamos uma seleção das melhores biografias publicadas por Un día | Una arquitecta.

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María Cecilia O'Byrne: 'A vida é sobre ser feliz e o trabalho não está trazendo essa felicidade'

Nesta edição do Dia Internacional da Mulher, unimos forças com a publicação impressa colombiana de-Arq (Universidad de Los Andes) para conhecer o trabalho de cinco arquitetas colombianas contemporâneas, que representam diferentes abordagens complementares dentro da nossa disciplina: projeto, pesquisa, docência e experimentação.

Hoje conheceremos María Cecilia O'Byrne, arquiteta pela Universidad de los Andes. Acadêmica, gestora e pesquisadora com interesse particular no legado de Le Corbusier tanto na Colômbia quanto no resto do mundo. "Para poder dizer algo sobre Le Corbusier, tive que estudar, aprender e conhecer tanto a sua obra quanto o grande universo de conhecimento que ela resume", comenta O'Byrne. "A Le Corbusier devo agradecer por ter me tornado uma pessoa com uma certa bagagem cultural", acrescenta.