Arquiteto chileno Nicolas Valencia é o ex-Chefe Editorial da ArchDaily, liderando uma equipe editorial global. Premiado como Arquiteto Jovem de 2022 pelo Colégio de Arquitetos do Chile ---- @nicolasvalencia.cl | nicolasvalencia.cl | hellonicolasvalencia@gmail.com
Projetado por Ignacio Lira Montes, o projeto Rota Memorial Selk'nam foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Projetos de Graduação do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiada pelo Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio.
O projeto nasce da pesquisa sobre o povo Selk’nam (Terra do Fogo) e de como essa etnia foi exterminada pelos proprietários das estâncias magalhânicas. O estudo da cosmogonia selk’nam e a visita ao local determinaram o modo como essa temática seria abordada no âmbito do projeto.
Projetado por Andrea Fuentes Núñez, o projeto Habitação de uso misto foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Trabalhos de Conclusão de Curso do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), prêmio chileno organizado pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiado pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio.
Existe hoje a necessidade de que a habitação saia da especificidade doméstica. A forma como a economia tem se comportado no país e no mundo gerou uma inquietude e a busca por novas formas de sustento por parte das pessoas, que souberam suprir suas necessidades apegando-se ao que possuem, utilizando o único solo disponível e próprio, mesclando trabalho e moradia. Diante disso, a questão é: até que ponto a habitação cede para abrigar a produtividade?
Criado pelo escritório equatoriano ENSUSITIO, o Ateliê Con Lo Que Hay é um curso ministrado separadamente a estudantes de arquitetura da Universidad Tecnológica Indoamérica (UTI) e da Pontificia Universidad Católica de Ecuador (PUCE), que têm a oportunidade de trabalhar em seu primeiro projeto real. Dessa forma, os/as estudantes devem lidar não apenas com o desenvolvimento do projeto, mas também com o gerenciamento de comunidades, clientes, orçamentos e, claro, com seus/suas próprios/as colegas de equipe.
"Não vemos a arquitetura como um produto", escrevem Enrique Villacís junto a Cynthia Ayarza e Lorena Rodríguez, cofundadores/as do ENSUSITIO e que atuam como tutor e assessoras profissionais do ateliê, respectivamente. "É um processo orgânico que se constrói dia a dia e junto a seus/suas habitantes, desde o diagnóstico até o uso e a manutenção, passando pela minga, a construção coletiva. Tudo é construído sob os princípios de 'o que há': materiais, sabedoria local e nossas contribuições para valorizar o ancestral em um contexto contemporâneo", completam.
Desta vez, conhecemos três projetos desenvolvidos na periferia de Quito: um centro de triagem, um refeitório para uma congregação evangélica e um espaço de terapias ao ar livre.
AA48 – Responsive Archipelago. Image Cortesía de TU Delft
Vinte propostas para bairros informais, do Brasil a Bangladesh, foram premiadas no Confronting Informality, a primeira edição do concurso organizado pelo Departamento de Urbanismo da TU Delft, em parceria com universidades de todo o mundo.
Lançado em abril passado, o concurso de ideias aborda o desafio dos assentamentos urbanos com base nos princípios da Nova Agenda Urbana. Por meio de um projeto, estudantes de arquitetura e urbanismo de todo o mundo responderam à seguinte pergunta: como criar ambientes saudáveis, seguros e resilientes em assentamentos informais, preservando, ao mesmo tempo, as redes sociais e o senso de comunidade?
"Vivemos em um mundo urbano, mas processos explosivos de urbanização não planejada em países em desenvolvimento significam que novos assentamentos informais estão crescendo em população e tamanho. Muitas vezes, sem infraestrutura ou acesso a saneamento básico e espaços públicos de qualidade", explicou a comissão organizadora nas bases do concurso.
ARCA / Belén Salvatierra. Image Cortesía de Arquitectura Caliente
Após analisar 94 projetos de estudantes de graduação provenientes de 20 escolas de arquitetura distribuídas em 8 regiões do Chile, o júri do Concurso Arquitectura Caliente 2018 apresentou os projetos vencedores de sua mais recente edição.
Trata-se de projetos de todo o país e em diversas tipologias: desde planejamento urbano até residências estudantis, passando por projetos de paisagismo e iniciativas estruturais para emergências.
A seguir, apresentamos os projetos premiados do segundo ano:
As autoridades nacionais e locais estão alcançando "um progresso desigual" para tornar as cidades seguras, inclusivas, resilientes e sustentáveis até 2030, alertou a ONU-Habitat no Fórum Político de Alto Nível (HLPF, na sigla em inglês), a principal plataforma da ONU sobre desenvolvimento sustentável e acompanhamento da Agenda 2030.
Esta é a principal conclusão do relatório elaborado pela agência e seus parceiros como parte do monitoramento da Agenda 2030, um plano de ação assinado em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e que busca pôr fim à pobreza e à fome por meio de 17 objetivos globais.
Junto a um arqueólogo e uma artista plástica, a equipe liderada pela arquiteta e acadêmica da Universidade do Chile Claudia Torres registrou uma série de ruínas industriais em áreas rurais ao longo de todo o Chile. Trata-se de construções nas quais a geografia e a natureza desempenharam um papel fundamental, tanto como recurso produtivo quanto como testemunhas de sua progressiva deterioração após décadas de abandono.
Intitulada “Do ruído ao silêncio, valorização de ruínas industriais em áreas rurais”, esta pesquisa financiada pelo Fondart 2017 selecionou nove casos em todo o Chile: desde o histórico uso da faixa costeira associado à mineração no deserto do norte (Caldera) até a exploração madeireira nas florestas da Patagônia, no extremo sul (Contao). Cada obra conta com um registro fotográfico e audiovisual inédito que retrata o rico entorno natural no qual foram construídas para impulsionar ou assegurar processos produtivos que moldaram a história socioeconômica e cultural de cada região.
Ganadores de los Premios CA 2018. Línea superior: Beatriz Buccicardi (izq)., Pilar Barba, Verónica Arcos, Claudia Silva, María Magdalena Gutiérrez. Línea central: Osvaldo Cáceres, Gustavo Munizaga, Paulina Villalobos, Juan Pablo Urrutia, José Luis Catalán. Línea inferior: Cazú Zegers, Tania Gebauer, Eugenio Ortúzar, Claudia García Lima. Image Cortesía de Colegio de Arquitectos
Por ocasião da celebração dos 75 anos do Colégio de Arquitetos do Chile, a entidade de classe anunciou os arquitetos e arquitetas vencedores dos Prêmios CA 2018, as honrarias mais importantes do país no setor.
Após uma edição de 2017 duramente criticada pela ausência de mulheres entre as premiadas, a edição atual não apenas contou com dois novos prêmios promovidos pela organização Mujer Arquitecta — Dora Riedel e Eliana Caraball — e um que reconhece a contribuição de profissionais nas regiões do país, mas as mulheres também conquistaram 9 das 12 categorias concedidas pelo Colégio de Arquitetos aos seus membros associados.
Projetado por Fabián Leiva, o projeto Cemitério Flutuante foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Trabalhos de Conclusão de Curso do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiada pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio.
Em 2004, o reservatório de Ralco, na Região do Biobío, foi inundado de forma inesperada e irreversível, sepultando sob suas águas o cemitério da comunidade pehuenche local. Após anos de tentativas de recuperar os corpos, investigações demonstraram a inviabilidade do resgate, deixando os habitantes de braços cruzados diante dos milhões de metros cúbicos de água que os separam do cemitério. Dessa situação nasce a ideia de criar um espaço em memória de um lugar sagrado, violado e impossível de recuperar, que aproxime a comunidade de seus mortos e condene eternamente o ocorrido.
Com autoria de Sebastián Simonetti, o projeto Todo es cancha foi escolhido como um dos 10 vencedores na categoria Trabalhos de Conclusão de Curso do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e com o financiamento do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile.
O futebol amador, por meio de sua tipologia arquitetônica do campo de bairro, é um meio de organização e de identidade local. Sua importância reside no limite do campo, onde toda a comunidade que envolve esse espaço público expressa sua identidade.
Parte dos 207 campos de Santiago encontra-se em processo de abandono, tornando-se problemas para as comunidades locais. Esses espaços foram fechados em seus limites com muros herméticos, desperdiçando seu potencial programático. A proposta Todo es Cancha propõe uma crítica a esse espaço público em potencial e defende a combinação do campo de futebol com intervenções arquitetônicas que transformem essas tipologias em espaços permanentemente ativos.
Tejiendo La Calle é um projeto aberto à participação. Consiste na elaboração de coberturas de proteção solar por meio da técnica de crochê XXL, instaladas nas ruas de Valverde de La Vera durante a semana cultural e as festas de agosto na cidade. Começamos em 2013 e continuamos trabalhando no projeto atualmente.
A instalação realizada ajuda a expressar a própria identidade do local e torna-se um suporte para as intenções e desejos dos/as participantes do projeto. Acolhe os/as visitantes e colabora na criação de um ambiente com espírito de celebração. As peças funcionam como protetores solares durante o dia e possuem iluminação incorporada à noite, indicando o caminho para a praça da cidade, principal centro de encontro durante as festas.
Projetado por Ángel Arroyo Aguilar, o projeto Muelle del Cochayuyo foi eleito um dos 10 vencedores na categoria Trabalhos de Conclusão de Curso do Concurso Arquitectura Caliente 2018 (CAC 2018), premiação chilena organizada pelo Grupo Arquitectura Caliente e financiada pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio.
Minha intenção nunca foi inventar a roda, mas sim trazê-la a este lugar remoto.
Faz 453 dias desde que cheguei a estas costas, nas quais não era bem-vindo, onde buscava me aprofundar em tradições e formas de habitar territórios desconhecidos. Descubri pessoas incríveis, paisagens cheias de ofício e me propus a mudar a maneira como seus habitantes se limitavam.
Conhecida popularmente como a Cidade das Caixas Reais, Chucuito é um pequeno povoado peruano localizado a 20 quilômetros de Puno e a mais de 3.800 metros de altitude. Com uma posição privilegiada às margens do Lago Titicaca, o local fez parte da milenar cultura pré-colombiana de Tiahuanaco e foi sede de governo do reino Lupaca. Durante o período colonial espanhol, tornou-se um estratégico centro de arrecadação de impostos e, atualmente, conserva um valioso legado arquitetônico em suas ruas.
Após apresentarmos as atrações imperdíveis de Puno —por ocasião do recente XV TSL Puno— recomendamos sete lugares deste povoado em plena serra peruana. Devido à altitude do local (e, em especial, do Mirante de San Bartolomé), recomenda-se visitar esses marcos em companhia, caminhar em ritmo lento e mascar folhas de coca para evitar o mal de altitude.
A plataforma espanhola Best Architecture Masters (BAM) divulgou sua primeira lista dos melhores mestrados de arquitetura do mundo, com base em diferentes programas de estudo de pós-graduação selecionados a partir do Ranking QS por Assuntos - Arquitetura / Ambiente Construído. Esses programas de universidades de todo o mundo foram comparados através de 13 indicadores de desempenho educacional, incluindo qualidade e internacionalidade do corpo docente, egressos e programa de pós-graduação.
Nesta edição inaugural, o Mestrado em Arquitetura II de Harvard liderou o ranking. Por região, o mestrado em arquitetura da Tsinghua University ocupa o primeiro lugar na Ásia (5 °); o mestrado da Pontifícia Universidade Católica do Chile é o melhor da América Latina (11 °), enquanto o mestrado da Sydney University, melhor da Oceania, ocupa a 17ª posição no mundo.
Veja, a seguir, a lista dos melhores programas de mestrado em arquitetura do mundo:
O Supertrama é um programa de arte pública na Extremadura (Espanha) que favorece a experimentação artística vinculada a contextos específicos, à sua configuração urbana (rural), à sua arquitetura, memória histórica e tecido social, fomentando o crescimento cultural do território estremenho em colaboração com arquitetos/as, artistas e profissionais da criação que trabalham com Arte Pública.
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Sob o título "Más habitar, más humanizar", a XIV Bienal de Arquitetura e Urbanismo da Espanha apresentou no último dia 19 em Santander os projetos vencedores de sua recente edição. Esta amostra instalada em um pavilhão efêmero nos Jardins Pereda de Santander reúne os trabalhos selecionados nas seções do Panorama das Obras; II Amostra de Pesquisa e VII Amostra de Projeto de Projetos Finais
A seguir, apresentamos as propostas vencedoras em todas as categorias desta mostra: produto, livros, publicações periódicas, publicações em suportes alternativos e artigos de pesquisa.