Marina Engel

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A "Cidade Possível" de Roma e a batalha contra a gentrificação em San Lorenzo

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Em 2018, o bairro romano de San Lorenzo ganhou as manchetes quando uma jovem foi encontrada morta em um edifício abandonado. A mídia concentrou-se na decadência da região, ignorando sua longa história política e cultural. Conhecido como um território "vermelho", San Lorenzo foi um dos poucos distritos a resistir à Marcha sobre Roma de Mussolini em 1922. Construído no final do século XIX para abrigar uma população trabalhadora composta por artesãos/ãs, ferroviários/as e operários/as industriais, o bairro tem uma atmosfera áspera, marcada por resquícios de seu passado industrial e edifícios que ainda carregam as cicatrizes dos bombardeios aliados na Segunda Guerra Mundial. Esse pequeno bairro de localização central está espremido entre Termini, a principal estação ferroviária, Verano, o cemitério monumental inaugurado em 1812, e a Città Universitaria La Sapienza (Universidade de Roma La Sapienza).

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Reconstruindo e destigmatizando o bairro Quarticciolo, em Roma

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

À primeira vista, Quarticciolo é um bairro atraente de Roma. Trata-se de um complexo de habitação social em escala humana, composto por edifícios de média altura vermelhos e amarelos dispostos em torno de pátios internos e jardins. Projetado pelo arquiteto Roberto Nicolini durante o regime fascista, esse aspecto de vilarejo não é encontrado nos massivos conjuntos residenciais do pós-guerra em outras partes da capital. À semelhança de outros/as arquitetos/as racionalistas, Nicolini se inspirou na cidade antiga. Baseando o traçado em uma malha ortogonal clássica, ele permitiu apenas uma estrutura alta: a Casa del Fascio (sede do partido fascista), uma torre fortificada que se impõe sobre a praça principal. A maioria dos edifícios foi construída entre 1938 e 1943 para abrigar uma população de classe trabalhadora que foi transferida à força do centro histórico de Roma para a periferia, abrindo caminho para as grandes obras públicas de Mussolini. 

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Chilometro Verde: Cinco arquitetas revitalizam o Corviale, um gigantesco projeto de habitação social em Roma

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Five Women Architects Revitalize a Giant Public-Housing Project in Rome."

O Corviale é um dos maiores conjuntos de habitação social do pós-guerra na Itália e, sem dúvida, um dos mais polêmicos. Reverenciado e detestado na mesma medida, o complexo continua a ser um local de peregrinação para escolas de arquitetura de todo o mundo. Il Serpentone (A Grande Serpente), como é carinhosamente chamado, estende-se por quase um quilômetro em linha reta — um edifício monolítico e brutalista que paira sobre a paisagem na periferia de Roma. No entanto, não há nada de sinuoso em uma construção feita de 750 mil metros quadrados de concreto armado condensados em 60 hectares. Esse colossal arranha-céu horizontal é formado por estruturas gêmeas de 30 metros de altura cada, conectadas por labirintos de corredores longos, passarelas externas e pátios internos. Dividido em cinco unidades habitacionais, cada uma com sua própria entrada e escada, o complexo abriga 1.200 apartamentos e até 6.000 pessoas.