Lucila Sarasola

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Trazendo o feminismo interseccional para o debate da arquitetura e urbanismo

“Um dos primeiros resultados que encontrei quando estava pesquisando sobre arquitetura feminina no Google foi um arranha-céu na Austrália, cujos arquitetos disseram ter se inspirado nas curvas de Beyoncé quando o construíram”, narrou a arquiteta holandesa Afaina de Jong em sua última palestra do TEDxAmsterdamWomen em 2021. “É sério? O corpo dela? Beyoncé? Claro, ela é incrível, mas literalmente traduzir seu corpo em um prédio... Isso é arquitetura feminina?”, continuou ela, indignada.

De Jong é fundadora do estúdio AFARAI, onde trabalha com uma metodologia interdisciplinar combinando teoria e pesquisa com design. Ela considera seu ateliê “uma prática feminista que incentiva a mudança em questões sociais e espaciais e que acomoda as diferenças”, então Afaina provavelmente está familiarizada com o conceito de 'interseccionalidade'.

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O Novo Normal: Torneiras sem toque para banheiros em edifícios públicos

Após alguns anos atípicos, a agitação do dia a dia na cidade voltou ao que costumava ser: sair de casa e ir para o escritório, pegar o carro, ônibus ou avião, comer algo rápido em um restaurante, passar em um museu ou livraria para respirar novos ares e, se ainda sobrar energia, ir à academia antes de voltar para casa. Em menos de 24 horas, passamos por diversos edifícios com os mais variados ambientes, mas todos eles têm uma coisa em comum: o banheiro.

Projetar um banheiro pode ser uma das tarefas mais desafiadoras e, ao mesmo tempo, estimulantes para arquitetos/as, pois tanto os seus elementos quanto os metais devem proporcionar uma experiência segura e higiênica para quem o utiliza diariamente. Antes mesmo da COVID-19, já existia uma tendência crescente: o uso de torneiras com sensor infravermelho (sem toque). Como o próprio nome sugere, tratam-se de torneiras acionadas por um sensor que detecta o movimento das mãos — quase como mágica.