
A pausa global imposta pela pandemia de COVID-19 abriu uma oportunidade para avaliar o globalismo contemporâneo e a arquitetura que surgiu a seu reboque. Remontando à ampla expansão do livre comércio nos anos 1990, ao fim da Guerra Fria, a promessa cultural do globalismo era simples e aspiracional: a integração global dos mercados aumentaria a interação e o aprendizado entre diferentes culturas. Ao normalizar essas experiências em nosso cotidiano, nos tornaríamos cidadãos e cidadãs globais, livres de preconceitos do passado — todos objetivos bem-intencionados.

