
Com dezembro e janeiro praticamente superados, muitos de nós estivemos ocupados elaborando relatórios. Há um número cada vez maior de ferramentas para mensurar o valor de relações públicas (RP) sendo vendidas a empresas como forma de justificar sua própria importância. Não há dúvida de que é útil fazer um balanço periódico de iniciativas passadas e futuras, e a elaboração de um relatório pode até ser prazerosa ao reforçar uma sensação de realização e direcionamento. O problema é que essa cultura excessivamente dependente de relatórios gera uma comunicação de RP focada em gestão, que prioriza como algo parecerá no papel — em termos de estatísticas, gráficos e imagens — em detrimento do que foi de fato realizado.
A The Architecture Foundation, em Londres, por exemplo, está destacando o crescente cansaço em relação às bienais em seu próximo evento de março, intitulado “Bored of Biennales” [Cansados de Bienais]. É fácil imaginar como, com frequência, a melhor experiência desses eventos se dá não in situ, mas sim por meio de relatórios cuidadosamente editados ou da cobertura da mídia, conforme sugere a Fundação.

