Karina Zatarain

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

O que Alejandro Iñárritu, vencedor do Oscar, tem a ver com o futuro da arquitetura?

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Desde seu princípio, o cinema esteve intimamente ligado à arquitetura, se apoiando nela para construir cenas que gerem emoções e transportem o público a outros mundos. Mas a realidade virtual rompeu com todos os esquemas pré-estabelecidos, sendo um meio que pode aspirar a produção de algo além das emoções: a empatia.

"Um filme busca enquadrar a duração de cada cena, a justaposição das imagens editadas", explicou o premiado cineasta Alejandro González Iñárritu, "mas um filme sem enquadramento é como um carro sem rodas. Deixa de ser um carro. É um avanço".

As cinzas de Luis Barragán não são mais importantes que sua obra e arquivo

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Foi uma proposta poética: em troca de devolver o arquivo da obra de Luis Barragán para o México, a artista Jill Magid ofereceu a Federica Zanco, proprietária e arquivista da Barragan Foundation na Suíça, um anel com um diamante de dois quilates produzido a partir das cinzas do corpo de Barragán.

Este ato faz parte de um projeto artístico que "levanta perguntas essenciais sobre as consequências e implicações de que um legado cultural se converta em propriedade privada corporativa", exposto atualmente no Museu Universitário de Arte Contemporânea da UNAM e intitulado Una carta siempre llega a su destino.

Destaques da última edição do Festival de Arquitetura de Copenhague

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O Festival de Arquitectura de Copenhague (CAFx) deste ano ofereceu uma grande variedade de atividades, desde projeções de filmes até exposições sobre o futuro da habitação social. A quarta edição do festival ocorreu durante 11 dias e contou com mais de 150 eventos distribuídos pelas cidades de Copenhague, Aarhus e Aalborg.

A diretora do Festival, Josephine Michau, explicou que, desde a sua primeira edição, a intenção por trás do CAFx era reunir muitos agentes locais para construir novos diálogos em torno da arquitetura. Enquanto sociedade, como nos identificamos com a arquitetura? Que valores atribuímos a ela? Essas perguntas faziam parte do tema desta edição: "Arquitetura como identidade".

7 Grandes obras da arquitetura latino-americana em estado de deterioração e abandono

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Quantas vidas tem uma grande obra de arquitetura? A primeira começa quando é construída e habitada, e é julgada pelo impacto que tem sobre a qualidade de vida dos seus habitantes. A segunda chega gerações depois quando sua relevância se torna histórica e talvez sua função inicial já não se adapta a sociedade que a cerca. O valor deste tipo de edifício reside no fato de que eles nos comunicam o passado e, por isso, sua conservação é necessária. 

Entretanto, na América Latina, existem incontáveis casos de edifícios com grande valor arquitetônico que se encontram em estados lamentáveis de descuido e deterioração. Apresentamos sete exemplos a seguir:

Sobre como as elipses torcidas de Richard Serra me lembraram que sou um corpo

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Para mim, e creio que para a maioria das pessoas que dia após dia exigem de seus corpos apenas o mais cotidiano, é fácil eu me entender como um corpo que pensa, ao invés de uma mente com um corpo. Como se meu corpo me contivesse sem eu realmente ser eu mesma. Somos um corpo ou temos um corpo? a pergunta foi confrontada por distintos filósofos desde os tempos de Platão e, para ser realista, não vou dar esta resposta. E, francamente, não estou buscando por ela, nem sequer havia pensado nela se não fosse pelo dia que visitei o Dia:Beacon e conheci, por fim, as Elipses Torcidas de Richard Serra.

O que a América Latina pode aprender com os arranha-céus verdes do WOHA em Singapura?

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GARDEN CITY MEGA CITY: Ecossistemas Urbanos de WOHA é a primeira exposição do estúdio WOHA, de Singapura, inaugurada no Museo de la Ciudad de México em ocasião do festival MEXTRÓPOLI Festival Internacional de Arquitectura y Ciudad. A exposição propõe introduzir a biodiversidade e espaços públicos repletos de vida nas megacidades através de projetos climaticamente sensíveis e estratégias urbanas verticais.

Grandes mudanças no futuro de Bjarke Ingels e do BIG

"A melhor coisa de ser um arquiteto", disse Bjarke Ingels, "é que você constrói edifícios."

O público na estréia mundial do aguardado documentário BIG TIME riu da declaração aparentemente óbvia. Mas Ingels explicou-se: construindo edifícios, os arquitetos ocupam a posição única de serem capazes de adicionar ao ambiente construído as "combinações mais improváveis" que, em última instância, "moldam o mundo." Ele parece impressionado com o conceito - o mesmo sentimento retratado em BIG TIME como o arquiteto projeta o arranha-céu que vai mudar o horizonte de Nova York.

Diamante feito com as cinzas de Barragán chega ao México

No ano passado, uma notícia comoveu o mundo da arquitetura: as cinzas do arquiteto mexicano Luis Barragán foram transformadas em um diamante, posteriormente oferecido à Federica Zanco, diretora da Barragan Foundation, entidade localizada na Basileia, Suíça, responsável por manter o arquivo da obra do único Pritzker mexicano.

Há boatos que há mais de vinte anos, Zanco recebeu como pedido de casamento de Rolf Fehlbaum, diretor da empresa Vitra, não um anel, mas o arquivo de Barragán. Desde então, o acesso ao arquivo é negado a arquitetos, estudantes, historiadores e museólogos. E embora Zanco explique que o acesso é restringido pois o arquivo está sendo organizado para a realização de um catálogo, passaram-se mais de duas décadas e tal compêndio ainda não foi apresentando, fazendo com que muitos duvidem da explicação da diretora. 

Os arquitetos devem retomar o projeto de espaços recreativos para crianças

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O que constitui um espaço ideal para o lazer e brincadeira das crianças? Em 1931, o arquiteto paisagista dinamarquês Carl Theodor Sorensen deu início a uma tendência no projeto de áreas recreativas infantis após observar como elas se divertiam em antigos canteiros de obra e ferro-velhos. Sua ideia era que as estruturas de lazer não apresentassem um uso determinado, mas que permanecessem abertas à criatividade das crianças, de modo que os equipamentos dos parques infantis apresentassem uma variedade de possibilidades de ação.

Design socialmente responsável será tema do World Design Capital CDMX 2018

Após um processo de seleção em 2015, a Cidade do México foi eleita Capital Mundial do Design 2018, tornando-se a sexta cidade - e primeira da América - a receber o título, outorgado pela World Design Organization, uma organização não-governamental que promove o design industrial.

O design socialmente responsável será o tema do World Design Capital 2018, refletindo a ambição de promover o papel do design e a criatividade enquanto agentes de mudança social e cultural dentro de um contexto urbano. Com mais de 22 milhões de habitantes, a capital mexicana enfrenta diversos desafios urbanos em função dos altos índices de urbanização, seja em relação à habitação, mobilidade ou sustentabilidade. A World Design Capital é uma plataforma para que a comunidade do design possa repensar criativamente o conceito de megacidade, apresentando seus esforços contínuos em construir uma cidade mais habitável e fomentar o diálogo com o público local e internacional. 

WOHA: Porque viver em cidades densas não significa abrir mão das coisas agradáveis

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Como parte do festival MEXTROPOLI, realizado na Cidade do México no início do mês passado, o escritório WOHA, de Singapura, inaugurou sua primeira exposição na América Latina, intitulada GARDEN CITY MEGA CITY. A arquitetura do WOHA introduz a biodiversidade nos espaços públicos, transformando os pátios e corredores entre edifícios em espaços abertos à comunidade. Nesta exposição, os arquitetos mostram como o seu trabalho abordou as alterações climáticas e os desafios sociais que ocorrem como resultado do rápido crescimento urbano.

Uma boa fotografia ou um bom projeto?

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Ao falar do ser humano, falamos simultaneamente de um objeto e um sujeito. Em outras palavras, um corpo (que permite a existência dos sentidos) e uma alma (que os interpreta).

Em Os Olhos da Pele, Juhani Pallasmaa reflete -- a partir do ponto de vista da arquitetura -- sobre alguns destes conceitos. Nos dias de hoje, tem-se dado maior importância à visão que aos demais sentidos, suprimindo-os e, assim, ocasionando o desaparecimento de algumas qualidades sensoriais e sensuais presentes na arquitetura do passado. 

Toyo Ito: "As pessoas se orgulham das torres altas, de estar longe da terra... eu não gosto disso"

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© ArchDaily

Toyo Ito, arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker em 2013, deu uma conferência no The Real Estate Show 2017, o evento mais relevante do setor imobiliário no México e América Latina na última terça-feira, 21 de março.

Ito abriu sua conferência falando da relevância da natureza na prática arquitetônica contemporânea. Afirmou que com o passar do tempo, a disciplina se distanciou da natureza e, falando de arranha-céus modernos, disse: "As pessoas se orgulham das torres altas, de estar longe da terra... eu não gosto disso." Colocou, então, a pergunta: como podemos relacionar arquitetura e natureza?

MADE Collective apresenta proposta inovadora para a fronteira entre México e EUA

O estúdio MADE Collective apresentou formalmente aos governos do México e EUA sua proposta para a fronteira entre os dois países, cujo objetivo é oferecer uma resposta resistente às problemáticas que envolvem os limites entre ambos através da criação da primeira Co-nação regenerativa aberta do mundo.

O projeto, intitulado Otra Nation, é ia co-nação compartilhada entre os cidadãos do México e EUA, sustentada por seus respectivos governos. Ambas as nações oferecerão uma parcela de terra e um investimento inicial, que compreende infraestruturas e serviços, financiado 50% pelo México e 50% pelos Estados Unidos.

Urbanismo inclusivo: empoderando as crianças em nossas cidades

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Ao falar de planejamento urbano e espaço público, é importante pensar nas diferentes vivências que uma mesma cidade oferece aos seus habitantes. O urbanismo inclusivo é um tema amplo que pode ser abordado a partir de diferentes enfoques: gênero, acessibilidade e meios de transporte, por exemplo. Idealmente, a cidade deve ser projetada levando em consideração as situações particulares da população, acomodando diferentes experiências dentro de um mesmo espaço compartilhado.