Arquiteto da Pontifícia Universidade Católica do Chile (2012). Interessado no debate sobre eficiência, materiais e a importância de se conectar com o usuário durante o processo de projeto.
A assessoria de comunicação do Teatro Regional do BioBío compartilhou conosco uma série de fotos que mostram os testes de luz e cor para a futura inauguração do edifício, prevista para ocorrer entre os dias 1º e 6 de março de 2018 em Concepción, Chile.
Concebido por Smiljan Radic, Eduardo Castillo e Gabriela Medrano como uma 'luminária urbana' que busca potencializar a relação entre a cidade e a margem do rio BioBío, o edifício de 10 mil metros quadrados vem preencher o vazio deixado pela perda do antigo Teatro Concepción, localizado no cruzamento das ruas Barros Arana e Orompello, espaço que foi substituído por um shopping center.
Um jogo intuitivo e lógico. Brikawood é apresentado desta forma, um sistema de construção de blocos de madeira que permite construir uma casa completa sem usar pregos, parafusos ou colas.
Cada unidade é totalmente reciclável e consiste em quatro peças de madeira - dois elementos laterais e dois espaçadores transversais - que são montados nas estruturas gerais do edifício quando travados entre si, conseguindo rigidez total ao trabalhar em conjunto. A estrutura resultante apresenta propriedades térmicas, mecânicas, acústicas e anti-sísmicas e é projetada para ser usada sem revestimentos ou membranas, adicionando apenas uma válvula de retenção específica para Brikawood, de modo a aumentar o desempenho e a rigidez da construção.
Construído durante o Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura, ELEA Atacama 2017, o projeto "MUYU, Cámara Circular" dispõe de uma câmara escura circular de armações pré-fabricadas de madeira , que protege e esconde um misterioso pátio interno. Sua forma e configuração espacial obrigam o visitante a cumprir um rito específico para entrar em seu núcleo, buscando oferecer "uma significativa experiência em torno do reconhecimento do território e da mágica cosmologia andina".
O projeto é do arquiteto e fotógrafo chileno Nicolás Sáez, que junto com a colaboração de Ismael Maldonado, estudante de Arquitetura da UBB, lideraram o workshop, conformado por 30 estudantes de arquitetura do Peru, Uruguai, Argentina, Espanha e Chile.
Como material de construção, o bambu é resistente, versátil, cresce rapidamente e é imensamente amigável com seu próprio ecossistema e seu entorno agro-florestal. Além disso, apresenta um grande número de espécies que fornecem diferentes diâmetros e alturas. Mas existem também variações marcadas em sua tonalidade?
Costumamos nos impressionar com o trabalho de arquitetos, construtores e artesãos que usam o "bambu loiro", que transita entre tons amarelos e castanhos. Essas espécies são abundantes e mais fáceis de encontrar e, portanto, mais comuns e acessíveis. No entanto, há uma série de espécies que têm uma coloração mais escura e podem revolucionar a arquitetura de bambu no futuro. Conheça o bambu preto.
Os consultores da Theatre Projects , juntamente com o escritório de arquitetura Studio KO, criaram recentemente um auditório polivalente de 115 lugares, com o objetivo de organizar conferências, exibições, concertos, teatro e cinema.
O espaço faz parte do novo Museu Yves Saint Laurent de Marrakech - inaugurado em outubro de 2017 no Marrocos - e incorpora uma série de elementos e tecnologias que permitem oferecer uma alta qualidade de som e iluminação, bem como garantir a flexibilidade total da sala para se adaptar para todos os usos necessários.
Ao conhecer e analisar as múltiplas possibilidades construtivas e arquitetônicas do bambu, é natural que surjam as seguintes perguntas: Como aproveitar suas qualidades e potencializar seu uso em climas mais frios, que requerem necessariamente uma espessura que possibilite o isolamento de paredes, pisos e coberturas? O que ocorre se mesclarmos com materiais que complementares?
Conversamos com Penny Livingston-Stark, arquiteta e professora de permacultura que tem trabalhado durante 25 anos no campo dos projetos regenerativos com base em materiais naturais não-tóxicos, para aprofundar as oportunidades na junção entre terra e bambu.
Tendo lido e coletado todos esses comentários, é claro que a maioria dos nossos leitores concordam que o que atualmente é ensinado sobre materiais e processos construtivos não é suficiente. A grande maioria deles admite que adquiriram esse conhecimento através do trabalho de campo, anos depois de terem se formado. Então, novamente, perguntamos: se o conhecimento material é tão importante para o desenvolvimento de nossa profissão, por que não é uma parte fundamental dos currículos nas universidades de todo o mundo?
No entanto, alguns de nossos leitores contestam essa visão, afirmando que os arquitetos não precisam saber tudo e que não podemos sacrificar o bom desenho às restrições que impactam o processo construtivo. Baseiam seus argumentos na presença de especialistas, a quem devemos recorrer sempre que necessário, em um processo coeso e colaborativo entre as diferentes disciplinas.
Veja os melhores comentários recebidos e junte-se à discussão abaixo.
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Thermoslate®. Image Cortesía de Cupa Pizarras
Na hora de aumentar a eficiência energética de um projeto, a maior parte dos arquitetos se vêem na necessidade ou na tentação de incorporar painéis solares, muitas vezes evitando-os por razões estéticas.
Atualmente há soluções alternativas que somam as captações solares aos elementos que conformam a cobertura -área de maior exposição à luz solar- tornando-os imperceptíveis à vista e muito eficientes quanto à produção energética. No caso dos painéis solares térmicos, que entregam a energia necessária para a produção de calefação, água quente ou para a climatização de piscinas.
Os painéis que mostramos hoje são fabricados a partir de pedra ardósia natural, em formato que vão desde os 32x22 cm aos 50x25 cm. Esses elementos, além de assegurar sua inércia térmica e impermeabilidade, podem esquentar até 50 litros de água ao dia por m² de área, evitando a emissão de cerca de 90 kg de CO2.
Você já visitou uma obra e pensou: "Uau, esse empreiteiro sabe muito mais sobre construção do que eu?" Você teve que mudar o seu projeto original porque era muito difícil de executar ou porque ele excedia o orçamento? Você acha que é bom criar espaços bem desenhados e eficientes, mas não é tão bom quando se trata de resolver os detalhes do projeto?
As chances são de que você se viu em uma ou mais dessas situações, especialmente se você é formado há poucos anos. E, dependendo de onde e como você foi educado, a maioria dos alunos aprende sobre construção e materiais relacionados aos projetos em que estão projetando na faculdade. Algumas pessoas dedicam sua carreira na parte da execução de obras - escolhendo disciplinas, escritórios e empregos que se concentram em treinamentos mais técnicos e no mundo real; já outros decidem concentrar seus estudos no urbanismo, na arquitetura paisagística ou na história da arquitetura. Finalmente, isso também depende muito do enfoque específico e da concentração da faculdade que você frequenta.
Apesar das diferenças que tornam a nossa profissão rica em diversos interesses e nos permita criar muitos tipos diferentes de edifícios, a carência educacional (no que se refere aos materiais e à construção) talvez nos impeça de exercitar as partes mais significativas do nosso trabalho: a habilidade do arquiteto em trazer desenhos à vida.
Sob o tema "Healthy & Climate Friendly Architecture - From Knowledge to Practice", o 7° VELUX Daylight Symposium, realizado em Berlim entre os dia 3 e 4 de maio deste ano, teve a participação de 39 palestrantes voltados à pesquisa e prática de arquitetura.
Os participantes puderam confrontar informações de pesquisadores e arquitetos praticantes da Europa, Canadá e EUA, gerando discussões interessantes sobre a necessidade de aprofundar a compreensão da luz natural e projetar de forma mais eficaz.
Invis Mx2 é um dispositivo que permite conectar parafusos e cavilhas facilmente sem deixar buracos aparentes. Seu parafusador sem fios funciona através de um campo magnético rotativo MiniMag, que se adapta a qualquer broca convencional, permitindo a geração de ligações desmontáveis com uma força tensora de 250 kg por conector.
O sistema foi pensado para ser aplicado em elementos de madeira e materiais cerâmicos, permitindo a construção de mobiliários, corrimões, revestimentos, escadas, entre outros.
O Catálogo 3D de Soluções Construtivas para Edificações em Madeira, desenvolvido pelo programa POLOMADERA da Universidad de Concepción, é uma ferramenta gratuita que inclui detalhes construtivos em madeira de sistemas de tecido leve, que cumprem com as normas vigentes chilenas.
Desenvolvido em conjunto com especialistas internacionais do Instituto de Construção em Madeira, Holzbau Institut, da cidade de Biberach, Alemanha, o catálogo permite encontrar e baixar livremente distintas situações construtivas em madeira, organizadas em Fundações, Lajes, Portas e Janelas, Paredes, Telhados e Terraços.
Adicionalmente, os usuários do catálogo terão a possibilidade de comunicarem-se com Polomadera para atualizar ou complementar a informação técnica entregue. Esta interação busca dois grandes objetivos: contar com uma ferramenta útil e pertinente às necessidades construtivas que se apresentam e promover uma retroalimentação efetiva entre todos os atores da indústria da construção.
Boa localização, crescimento harmônico no tempo, preocupação pelo desenho urbano e o fato de entregar uma estrutura que permita "semear o DNA de uma habitação de classe média", são os pontos chave do ABC da habitação incremental, desenvolvido pelos arquitetos chilenos do ELEMENTAL. Em suas palavras, trata-se de "assegurar um equilíbrio entre densidade e baixa altura -sem superlotação- com a possibilidade de expansão (da habitação social à casa de classe média)".
Seguindo essa linha de ação, o escritório liberou os desenhos técnicos de 4 dos projetos realizados sob esses princípios, para que sirvam como bons exemplos de projeto, já implementados e testados na realidade. No entanto, apesar de colocá-los à disposição para sua livre consulta e download, os arquitetos enfatizam que esses desenhos devem ser ajustados para cumprir com as normativas e os códigos de obra de cada realidade local, utilizando materiais construtivos pertinentes.
O Parthenon, inquestionavelmente o mais icônico dos templos dóricos antigos dos gregos, foi construído entre 447 e 432 aC. Localizado na Acrópole de Atenas, para muitos arquitetos é dos primeiros edifícios que analisamos ao iniciar nossos estudos. Projetado por Ictino e Calícrates, exibe um repertório único de elementos arquitetônicos que podem ser plenamente apreciados individualmente ou pelo papel que desempenham na formação de um todo completo e magnífico.
Descrito simploriamente, o edifício de 69,5 x 30,9 metros é erguido em um estilóbato de três degraus, com um telhado de duas águas levantado sobre uma estrutura de pilares e lintéis formada por colunas dóricas - 17 em seus lados e 8 em cada extremidade - que suportam um entablamento composto de uma arquitrave, um friso e uma cornija. Em cada pórtico, frontões triangulares com esculturas representam o "Nascimento de Athena" a leste e o "Concurso entre Athena e Poseidon" no oeste.
Observe alguns desses elementos em detalhe, através dessa seleção de imagens em alta resolução.
No ano de 2016, Arauco lançou uma convocatória para repensar o espaço da cozinha com o objetivo de encontrar soluções simples e atraentes para as Casas do Plano de Habitação de Trabalhadores (PVT), localizadas em Constitución, Região do Maule, Chile.
A concorrência, desenvolvida no âmbito do II Encuentro Espacios Vesto, obrigou aos participantes a considerarem uma estrutura simples, de baixo custo, que pudesse ser auto-construída e expandida de acordo com as necessidades dos usuários. Além disso, cada projeto deveria considerar móveis auto-portantes que não requeressem furações nas paredes, para preservar o isolamento acústico das habitações.
A intervenção realizada pelos arquitetos espanhóis de Longo + Roldánpermite responder com uma boa solução para um espaço residual que, sem querer, estava ganhando um grande protagonismo no interior de uma pedreira.
Ao invés de construir novos edifícios ou remodelar as cabanas existentes, foi projetada uma estrutura reticular de chapas metálicas que formam uma rede de jardineiras de diferentes profundidades, contendo uma variedade de espécies de plantas. Esta solução não apenas revitaliza o espaço mas também protege o edifícios existentes do sol direto, melhorando suas condições climáticas.
Muitas vezes se escuta que a arquitetura somente encarece os projetos. Que os arquitetos agregam uma série de complexidades - arbitrárias e caprichosas - que poderiam se evitadas a fim de diminuir os custos e que o projeto continuaria funcionando exatamente igual sem todas elas. Isso acontece em todos os casos? Mesmo que possivelmente mais rentáveis desde o ponto de vista econômico, os seres humanos não parecem ser felizes habitando frias 'caixas' de concreto; sem receber a luz solar ou a brisa do vento quando necessário; ou em bairros inseguros onde não existe a possibilidade de reunir-se com amigos e familiares ao ar livre. A qualidade na arquitetura é um valor que, cedo ou tarde, devolverá algo em troca.
A chave está no equilíbrio e um bom desenho nunca será completo se não for eficiente para além do ponto de vista econômico. Como, então, alcançar esse ideal? Revisamos o processo de desenho do 'Iceberg' em Aarhus, Dinamarca: um projeto que conseguiu convencer as autoridades e investidores ao propor um desenho de alto impacto e um orçamento limitado, que em sua forma procura responder totalmente o objetivo de garantir a qualidade de vida dos seus usuários e vizinhos.
Uma enorme catedral com altas torres e um magnífico domo é lentamente erguida na cidade de Mejorada del Campo, a 20 quilômetros de distância de Madri. Parece algo comum, mas não é. O edifício está sendo construído há 50 anos - tijolo a tijolo - por um só homem: Justo Gallego Martínez, fazendeiro, ex-monge e arquiteto autodidata de 91 anos de idade.