Arquiteto da Pontifícia Universidade Católica do Chile (2012). Interessado no debate sobre eficiência, materiais e a importância de se conectar com o usuário durante o processo de projeto.
10 livros que buscam gerar mudança através da Arquitetura e do Design Social
A arquitetura focada no design social, na cooperação e no apoio às comunidades é um campo que se encontra em pleno auge em nossa profissão. Vê-se cada vez mais projetos que tomaram o desafio de gerar mudança social através de boa arquitetura, sempre com um trabalho em conjunto com o usuário - desde a concepção do projeto - e a partir de mão de obra e materiais locais.
A seguir apresentamos uma série de livros recentes que fazem uma contribuição interessante para este campo, mostrando sua experiência de trabalho ao redor do mundo e através de diferentes esferas de aplicação.
Durante um tempo, a cidade mediterrânea de Valência abraçou a arquitetura de Santiago Calatrava com gosto. Num leito seco de um rio, Calatrava construiu e construiu até preencher 34 hectares com seus ousados projetos. Mas hoje em dia, enquanto se aproxima a conclusão de seu projeto Path Station em Manhattan, as críticas à seu trabalho em Valência estão aumentando: um político local lançou um site com graves denúncias contra o arquiteto.
Originalmente orçado em 300 milhões de euros, o complexo conhecido como a Cidade das Artes e Ciências, que abriga a maior coleção de obras do arquiteto, custou quase três vezes esse valor... dinheiro que a região nunca teve.
Ignacio Blanco, membro do Parlamento da Província que começou o site, publicou uma avalanche de informação sobre o complexo, concluindo que Valência ainda deve 700 milhões de Euros pelo projeto. Segundo ele, foi pago a Calatrava aproximadamente 94 milhões de euros por seu trabalho, e por isso se pergunta: Como é possível isso, quando a casa de ópera inclui 150 lugares com vista obstruída? Ou quando o museu de ciências foi originalmente construído sem escadas de emergência e elevadores para pessoas com deficiência? Como é possível que se comentam erros como estes?
Revise as polêmicas geradas por vários de seus edifícios e a resposta do arquiteto às acusações, a seguir.
Foi recentemente divulgado que Dubai será a sede da Expo Universal 2020; esta é a primeira vez que o evento acontecerá no Oriente Médio. O tema da Expo 2020 será "Conectando Mentes, Criando Futuro" e, para isto, está sendo desenvolvido um grande masterplan em um terreno nos arredores dos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi.
No centro do plano haverá uma praça coberta chamada "Al Wasl" (A Conexão), de onde partirá uma série de "braços" dedicados aos principais temas da Expo: conectividade, mobilidade e sustentabilidade. O fluxo de pedestres será potencializado pela disposição dos pavilhões maiores no perímetro do terreno e pela concentração dos volumes menores na região central. O desenho se inspira nos tradicionais mercados árabes, buscando gerar uma interação permanente entre os visitantes de todas as partes do mundo.
Suspensa sobre os pavilhões haverá uma estrutura de sombreamento feita de tecido fotovoltaico - parte da estratégia para a geração de 50% da energia utilizada durante a Expo.
Assista o vídeo sobre o masterplan da expo a seguir:
Tiny House é um movimento social que promove a redução do espaço construído onde vivemos. A superfície média de uma casa nos Estados Unidos - segundo o movimento - é de aproximadamente 240 m², enquanto que a ideias destas "casas diminutas" é atingir no máximo 50 m². Propõe-se uma grande flexibilidade no modo de vida, sempre concentrado em espaços menores e, consequentemente, em uma vida mais simples e aberta para o espaço público.
Quanto maior é uma casa, mais cara ela é em termos construtivos, legais, de conforto, manutenção e reparos. Por isso, uma grande quantidade de pessoas se juntaram a esta ideologia, já que, além de gastar muito menos, reduzem sua pegada ecológica e têm mais liberdade para se deslocar e mudar de cidade.
Faz sentido que cada família - segundo o número integrantes e suas necessidades - viva em um espaço de dimensões apropriadas e justas, porém, este ideal arquitetônico parece se aplicar apenas quando se pensa em habitações sociais ou abrigos temporários para emergências.
Seria esta uma alternativa para se viver de de maneira sustentável? Estamos dispostos a mudar nosso estilo de vida (e nossas aspirações...) em favor destes benefícios?
Essa semana apresentamos o filme coreano "Casa Vazia" (título original Bin-jip - "Empty Houses"), do diretor Kim Ki-duk. Este não é um filme que declara desde o início uma relação direta com a arquitetura, mas definitivamente há uma ligação muito forte com ela. Através de poucos diálogos e um silêncio tórrido, o filme nos faz pensar sobre como habitamos nossos espaços privados hoje em dia, e, como esses parecem perder todo seu sentido ao estar completamente vazios. O protagonista percorre a cidade habitando casas vazias, enquanto os seus habitantes não estão nelas. Ele ocupa os espaços e artefatos, conserta alguns deles e, em seguida, deixa tudo intacto e parte em busca de um novo lar.
Durante as últimas décadas temos construído nossas cidades a partir de uma soma de espaços privados que parecem pertencer-nos, e parecem ser nosso lugar no mundo. Porém, esse filme nos apresenta uma interrogação: eles realmente são nossos? A propriedade privada é uma ilusão que nos separa de nossos vizinhos e nos faz habitantes invisíveis da cidade?
"No início", conta Gillot+Givry, "queríamos projetar uma arquitetura que - como os tradicionais salões de chá japoneses -, não fosse caracterizada por uma função específica". Este projeto nasce, sem dúvida, deste aforismo. Que resposta se pode dar a este paradoxal desejo? Restando os poucos elementos que definem este espaço, o que acontece? Um espaço vazio, e é esta a questão. Este vazio é habilmente preenchido, tão habilmente definido que se abre a novos universos imaginativos e, através da aspiração, dá lugar a ricas manifestações artísticas.
Desencantados com as políticas culturais atuais que saturam os espaços de exposições, os arquitetos da firma Gillot+Givry inventaram um novo espaço: uma mini galeria, uma estação que pode se ajustar e multiplicar infinitamente, um veículo da matéria que pode ser transportado para outras cidades, montanhas, áreas rurais e costeiras.
Continue lendo para saber mais detalhes do projeto.
Nesta semana, na nossa sessão Cinema e Arquitetura apresentamos o documentário "César Pelli, um jovem arquiteto" do diretor Miguel Rodríguez Arias, que passou horas conversando com o arquiteto argentino em seus escritórios centrais em New Haven, Estados Unidos. Com 65 minutos de duração, o documentário apresenta um lado mais humano do arquiteto e nos aproxima das dinâmicas de trabalho de sua equipe.
A realização do documentário levou três anos de entrevistas e documentação, sua estreia - sem data confirmada - acontecerá em Buenos Aires e Tucumán, simultaneamente, com a presença de seu protagonista.
A arquitetura biomimética é uma corrente contemporânea que busca soluções sustentáveis na natureza, sem simplesmente replicar suas formas, mas através da compreensão das normas que a regem. Este enfoque multidisciplinar busca seguir uma série de princípios ao invés de se concentrar em códigos estilísticos.
Estes mecanismos naturais parecem funcionar melhor que algumas das tecnologias mais avançadas da atualidade, necessitam de menos energia e não produzem resíduos nem deixam marcas. O desafio está em como os arquitetos estão concretizando estes mecanismos... e se realmente funcionam como os sistemas que os inspiraram.
Localizada nos arredores de Almaty, a maior cidade do Cazaquistão (e até 1997 sua capital), o projeto "Tree in the House" (Árvore na casa) foi concebido por A.Masow Design Studio para duas pessoas em um terreno privado. O projeto se resume a um cilindro de vidro com quatro pavimentos e uma escada em caracol. A casa inclui uma árvore em seu centro, abdicando de sua intimidade em favor de uma experiência de vida única.
Durante quatro dias, os habitantes de Santiago, Chile, puderam aproveitar a segunda edição do Arquitectura Film Festival Santiago 2013, ARQFILMFEST, o primeiro festival de cinema e arquitetura do Chile e da América Latina deste tipo, no Centro Cultural Matucana 100, M100, e no Centro Gabriela Mistral, GAM.
Este ano o festival realizou a competição internacional de filmes "La Ciudad es...", recebendo produções audiovisuais de todas as partes do mundo. Das 44 obras selecionadas, receberam premiações em diferentes categorias 5 vencedores chilenos e 4 vencedores internacionais. No vídeo de capa deste post podemos conferir o trailer de “Vienna awaits for you” de Dominik Harti, ganhador internacional na categoria curta-metragem de ficção.
Mais informação de todos os projetos vencedores e o comunicado da imprensa com os resultados finais da competição, na continuação.
O curta-metragem "Casalata" - realizado porLara Plácido e Ângelo Lopes -,foi produzido durante um curso de pós-graduação em cinema na M_EIA (Instituto Internacional de Arte, Tecnologia e Cultura) em Mindelo, Cabo Verde. O filme centra-se no déficit habitacional dos bairros de Mindelo e nos problemas causados por suas construções humildes de lata.
Depois de finalizado, o curta converteu-se em um projeto mais amplo, que busca gerar uma estratégia viável para melhorar os problemas de habitação em todo Cabo Verde. O resultado é uma proposta arquitetônica com o potencial de uma aplicação efetiva.
Como se tirado de um filme de ficção científica, Sub-Biosphere 2 é um projeto ambicioso concebido por Phil Pauley cujo objetivo é criar um ambiente sustentável embaixo d'água. A proposta é composta por uma brande bioma com oito cúpulas interligadas. O espaço central do habitat autossuficiente monitora os "sinais vitais" de todos os outros "núcleos", cada um com um sistema ecológico diferente.
A Casa LIFT (Low Income Flood-proof Technology ou, em português, Tecnologia à prova de Inundações de Baixo Custo) foi projetada e construída por Prithula Prosun em Dhaka, Bangladesh, como uma solução inovadora e sustentável para as comunidades pobres que vivem em áreas propensas a inundações. Milhões de pessoas perdem suas vidas nas inundações que acontecem devido ao transbordamento dos rios, aos sistemas inadequados de drenagem e às chuvas das monções. Especialistas em mudança climática preveem que as inundações se agravarão com o derretimento das geleiras do Himalaia, sobrecarregando as redes fluviais do país.
Como parte de sua tese na Universidade de Waterloo, Prosun projetou a casa de modo a flutuar com o aumento do nível da água, retornando ao solo quando as águas baixam.
Videos
"Men at Lunch" / Sean O. Cualain. Imagen Vía Art-Wallpaper.org
Seguimos apresentando os filmes que fizeram parte do Arquitectura Film Festival Santiago de Chile 2013, realizado entre os dias 17 e 20 de Outubro no Centro GAM e Matucana 100, na capital chilena.
Hoje, mostramos as resenhas e trailers do filme "Upside Down" e do documentário "Men at Lunch".
Os habitantes da pequena cidade norueguesa de Rjukan finalmente viram os raios de sol durante os meses de inverno. Localizada em meio a montanhas escarpadas, a cidade permanece nas sombras durante seis meses por ano; por este motivo seus habitantes têm que subir no topo das montanhas, através de um teleférico, para que seus organismos não fiquem com níveis muito baixos de vitamina D.
Recentemente, entretanto, os fracos raios de sol do inverno atingiram pela primeira vez a praça do mercado da cidade, graças a três enormes espelhos - helióstatos - instalados na montanha. O projeto foi liderado pela comunidade.
Dinâmicas do Vazio é o produto de um trabalho colaborativo entre o artista sonoro Ariel Bustamante e o arquiteto Alfredo Thiermann. Surge após uma convocatória aberta para realizar uma residência artística na Antártica durante um mês.
O continente Antártico, é um território distante sobretudo com uma paisagem vazia cujo imaginário se encontra ainda em constante construção. É provavelmente um dos poucos lugares aos quais o homem ainda enfrenta com total abertura ao mito e a possibilidade de fantasia e ficção. Se o imaginário visual antártico é entendido como um em construção, o imaginário acústico é provavelmente inexplorado e é a partir desta observação que este dispositivo busca construir, sobretudo, um lugar simbólico e acusticamente isolado capaz de ser preenchido com o seu próprio conteúdo simbólico.
Videos
"Crackle of Time" / Sybille Dahrendorf. Imagen Vía Operndorf Afrika News
Seguimos apresentando os filmes que fizeram parte do Arquitectura Film Festival Santiago de Chile 2013, realizado entre os dias 17 e 20 de Outubro no Centro GAM e Matucana 100, na capital chilena.
Hoje, mostramos as resenhas e trailers do filme "O Ilusionista" e o documentário "Crackle of Time".
Ethan Schlussler, de 22 anos, construiu recentemente uma casa na árvore com materiais reciclados e que conta com um sistema de fixação que não causa danos à arvore. Para chegar até ela, construiu um elevador através de uma antiga bicicleta e um sistema de polias e roldanas; uma alternativa mais rápida e divertida que a tradicional escada fixada ao tronco.