Eduardo Baptista Lopes e Maria Clara Stefanovicz do Prado

Eduardo Baptista Lopes, é arquiteto urbanista (2011), mestre (2014) e doutor (2021), e atua como professor de projeto arquitetônico na Universidade do Vale do Itajaí (SC), tendo conquistado por duas vezes o Prêmio Professor do CAU/SC (2020 e 2022). É fundador do ELA – Eduardo Lopes Arquitetura. Recebeu a Honra ao Mérito de Jovem Arquiteto e Urbanista do CAU/SC (2023). eduardolopes.arq.br instagram.com/arqeduardolopes Maria Clara Stefanovicz do Prado, é estudante de arquitetura e urbanismo na Universidade do Vale do Itajaí e atua como artista informal nas horas vagas. instagram.com/mrclaraprado

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Contraste como estratégia projetual na arquitetura

O contraste pode ser amplamente utilizado na arquitetura como recurso para destacar aquilo que desejamos evidenciar. Queremos destacar uma entrada? Que o projeto se sobressaia em relação ao entorno? Que nossa arquitetura se torne um marco na paisagem urbana — ou rural? Precisamos criar simbolismos? Garantir legibilidade? Como fazer isso? Como "colocar luz" em algo?

Tudo aquilo que queremos destacar se amplifica pela comparação — por meio de um contraste exagerado, antagônico. Propositalmente, podemos intensificar o uso da escuridão para evidenciar uma única fonte de luz, marcando uma escada de maneira dramática e teatral. Ou então inserir paredes robustas e opacas para fazer sobressair uma entrada leve e transparente.

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As cicatrizes da COVID-19 nos espaços coletivos

Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.