O Barcelona International Architecture Film Festival, BARQ. Festival, é um festival de cinema voltado para a valorização de filmes sobre arquitetura como um gênero específico e para o aprofundamento da relação entre a arquitetura e a sétima arte. O cinema utiliza a arquitetura para mostrar e criar mundos que exploram realidades sociais, e a arquitetura utiliza o cinema para incentivar a reflexão sobre as questões mais atuais relacionadas aos espaços que habitamos.
Diego Hernández
Estrategista criativo do ArchDaily e co-diretor do prêmio Building of the Year.
Chamada Aberta: BARQ Festival - Festival Internacional de Cinema de Arquitetura de Barcelona
Design Disruption Episódio 8: Resiliência e Comunidade com Kai-Uwe Bergmann

A pandemia de COVID-19 é um momento disruptivo para o nosso mundo e deve impulsionar mudanças transformadoras no design, desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas transformações — abordando questões como mudanças climáticas, desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com visionários/as, como arquitetos/as, designers, urbanistas e pensadores/as, apresentando soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
A fascinante história e a feiura oculta do "curb appeal"

Qual é o perigo de tornar algo bonito? No caso das residências, no entanto, a questão pode ser complexa. A atratividade da fachada — o chamado *curb appeal* — parece um conceito inofensivo, mas profissionais da arquitetura já o definiram como um “significante vazio de bom design” ou até mesmo como algo sinistro ou perturbador. Esse apelo visual prioriza a composição estética superficial em detrimento de considerações espaciais mais profundas. Além disso, a regulamentação excessiva do decoro visual facilmente descamba para práticas exclusionárias e opressivas. Este vídeo analisa detalhadamente a história, a evolução e as consequências do *curb appeal* sob a perspectiva de um/a arquiteto/a, utilizando exemplos da cultura popular, da arte, do cinema e da arquitetura. Origens inesperadas e desvios peculiares por jardins pitorescos, espelhos para observação da paisagem e exposições como ‘Signs of Life’, de Venturi e Scott Brown, servem como marcos em nossa jornada para compreender a visão das pessoas sobre como as casas devem ser.
Os Fundamentos da Projeção de Planos
Plantas arquitetônicas exigem treinamento para serem lidas, compreendidas e produzidas. Dominar seus códigos abre caminho para a ferramenta mais poderosa de que os/as arquitetos/as dispõem para imaginar e construir novos edifícios. Não se trata apenas de aprender as complexas operações formais e geométricas para produzir esses tipos de desenho, mas também de interrogar as marcas que eles deixam nos edifícios que projetamos. Neste vídeo, o professor de arquitetura e designer, Stewart Hicks, fala sobre os fundamentos das plantas arquitetônicas: de onde vieram, como são feitas e utilizadas, e quais são suas principais capacidades de representação. Utilizando um modelo tridimensional de uma casa simples, ele percorre as etapas de sua transformação em uma projeção em planta, ao mesmo tempo em que discute as implicações de cada etapa e apresenta precedentes que revelam suas sutis implicações.
Lições de arquitetura do LEGO
O LEGO é um sistema universal de construção de mundos e uma popular porta de entrada para a arquitetura. Naturalmente, é possível construir quase tudo com ele — de carros a naves espaciais —, mas edifícios de todos os tipos, de delegacias de polícia a castelos, estão entre os temas mais populares. O que torna o LEGO tão atraente para arquitetos e arquitetas jovens — e outros não tão jovens assim? O que, especificamente, o torna uma boa analogia para o projeto de edifícios? Neste episódio, Stewart compra uma caixa de LEGO e a utiliza como ponto de partida para falar sobre o que aprendeu com esse sistema de blocos de montar. De lições sobre modularidade e proporção, passando por gramática e resolução, até as categorias compositivas de adição e subtração, o vídeo destrincha como esses conceitos fundamentais se aplicam tanto ao LEGO quanto à história e ao projeto de arquitetura.
Que tipo de arquiteto George Costanza seria?
Talvez nenhum personagem moderno da TV ou do cinema seja mais fascinado por arquitetos/as do que George Costanza, de Seinfeld. E, convenhamos, quantos/as arquitetos/as escolheram a profissão apenas para poder dizer: “Eu sou arquiteto/a”? Mas e se George fosse, de fato, arquiteto? Que tipo de arquiteto ele seria? Neste episódio, Stewart analisa cenas de Seinfeld para desvendar que tipo de arquiteto George realmente gostaria de ser. Apoiando-se em sete evidências e em uma argumentação digna de tribunal, ele constrói sua tese em torno desse instigante cenário hipotético. As evidências vão desde as referências explícitas de George — como sua afirmação de ter projetado a ampliação do Guggenheim — até uma avaliação mais psicológica de sua inclinação por espaços aconchegantes e revestidos de veludo, concluindo com seu fascínio pela própria farsa de fingir ser o que não é.
Arquitetura em Graphic Novels

As graphic novels integram desenhos de pessoas, espaço e tempo em suas estruturas narrativas para produzir histórias visuais potentes. Além disso, as histórias em quadrinhos e a arquitetura compartilham uma série de ferramentas comuns que são fundamentais para suas representações — o desenho, a sequenciação, o texto, a ação, o personagem, entre outras. Isso estabelece uma afinidade natural entre as graphic novels, a arquitetura e a cidade. Neste episódio, Stewart tira as graphic novels de sua estante para mostrar como e por que elas influenciaram sua abordagem ao projeto de arquitetura, levando à criação de propostas premiadas em concursos. Em especial, *Cidade de Vidro* e *Asterios Polyp*, de David Mazzucchelli, e *Building Stories*, de Chris Ware, oferecem lições para o desenvolvimento de uma abordagem holística da arquitetura, envolvendo múltiplos pontos de vista, política, ficção e design visionário.
5 maneiras de organizar um edifício
Este episódio de Architecture w/ Stewart explora as únicas cinco formas de organizar a planta de um edifício — pelo menos de acordo com Francis Ching em seu livro canônico Arquitetura: Forma, Espaço e Ordem. Cada uma das cinco — centralizada, linear, radial, agrupada e em grelha — oferece benefícios e oportunidades únicas para arquitetos/as, clientes ou visitantes. Algumas dessas estratégias são reservadas para edifícios cerimoniais formais, ao passo que outras são mais adequadas para proporcionar uma exploração menos rígida e mais orgânica por parte de seus/suas ocupantes. Algumas resultam em formas completas e autônomas, ao passo que outras podem encolher ou expandir com facilidade. Contudo, cada edifício é, de alguma forma, uma combinação dessas cinco estratégias básicas. Utilizando recortes de papel, figuras humanas de plástico e exemplos representativos da história e de construções recentes, Stewart demonstra o valor e as possibilidades de cada estratégia organizacional.
Toda boa arquitetura vaza: um guia em cinco pontos

Há um ditado que diz que “toda boa arquitetura vaza”. Embora provavelmente não tenha a intenção de ser um endosso a infiltrações e danos causados pela água, este vídeo leva a sério a afirmação ao analisar, de forma lúdica, alguns dos vazamentos mais célebres da arquitetura. Frank Lloyd Wright era famoso por desconsiderar as muitas goteiras não intencionais de seus edifícios, tendo inclusive dito certa vez ao Sr. Johnson que mudasse sua mesa de lugar caso não gostasse de vê-la sob a chuva. Contudo, existem também diversas infiltrações intencionais marcantes na história da arquitetura, como no hall de entrada das Termas de Vals, de Peter Zumthor. Ali, as paredes permitem que a água subterrânea da montanha ao redor se infiltre, formando belos painéis a partir dos depósitos minerais que a água carrega em seu trajeto pela terra. Sejam intencionais ou não, as infiltrações são uma realidade inevitável e importante para os/as arquitetos/as. Deve haver sempre um plano para lidar com a água que entrará em nossos edifícios, e este vídeo oferece essa reflexão por meio de cinco estratégias bem-humoradas.
Reavaliando o edifício mais ameaçado de Chicago: o James R. Thompson Center

Talvez nenhum edifício em Chicago esteja tão próximo da demolição quanto o James R. Thompson Center. Embora os responsáveis por essa ameaça citem anos de manutenção postergada e altos custos operacionais como os principais motivos de sua decisão, essas não são as verdadeiras razões para o declínio da edificação. O edifício sofre de um mal muito mais letal: ser tratado como uma construção comum. Neste vídeo, Stewart explica por que o Thompson Center definitivamente não é um edifício comum e propõe caminhos alternativos para avaliá-lo. E se, em vez disso, o considerássemos uma infraestrutura urbana ou uma praça pública? Ao relacionar a obra com a teoria de "Bigness" de Rem Koolhaas, o vídeo defende que o Thompson Center deveria ser valorizado pela forma como reúne as pessoas no espaço, e não por suas cores, paleta de materiais ou qualquer outro método convencional de avaliação arquitetônica.
Arquitetura Perdida: Explorando Obras-Primas Não Construídas, Casa Goldenberg de Louis Kahn
A Residência Goldenberg foi projetada em 1959 pelo arquiteto Louis Kahn para Morgan e Mitzi Goldenberg. Embora a casa nunca tenha sido construída, Kahn a citava como portadora de lições importantes para o seu processo de projeto, as quais seriam aplicadas em diversas de suas obras posteriores. Essas lições dizem respeito, especificamente, à irregularidade do exterior da casa em contraste com o seu coração, o átrio, que forma um quadrado perfeito. Ainda que possamos observar essa descoberta no desenho da planta, há nuances em seu projeto que seriam mais difíceis de compreender sem uma visita presencial. No entanto, e se pudéssemos visitar a Residência Goldenberg como se ela tivesse sido de fato construída? Este vídeo explora a Residência Goldenberg, sua história e intenções de projeto, utilizando essas descobertas para construir um modelo digital da casa que pode ser explorado em tempo real.
Proposta Indecente: Dicas de arquitetura para tornar propostas decentes
Este vídeo utiliza o personagem do arquiteto no filme Proposta Indecente — chamado David Murphy e interpretado por Woody Harrelson — para oferecer dicas de prática profissional. David Murphy se envolve em uma série de práticas de negócios arriscadas e toma repetidamente decisões que levam a falhas gritantes na gestão de seu escritório. No entanto, seu descuido mais grave — e a verdadeira “proposta indecente” — é reunir-se com um bilionário sem antes cultivá-lo como cliente. Esse erro de julgamento faz com que o empresário abastado, interpretado por Robert Redford, adquira o projeto de Murphy bem debaixo de seu nariz. Além das lições práticas para evitar essas armadilhas, o vídeo também oferece uma análise de personagem que destrincha os princípios fundamentais da arquitetura desconstrutivista e outras referências arquitetônicas do filme.
Fogo e Arquitetura: Como o fogo molda o projeto dos edifícios

O fogo é um fator crucial a ser considerado no projeto de edifícios. Desde os sistemas construtivos e a disposição dos ambientes até as rotas de fuga e os sistemas de combate a incêndio, o fogo é uma força poderosa que molda os espaços que habitamos. Este vídeo aborda alguns desses fatores enquanto o apresentador, Stewart Hicks, acende uma fogueira em uma cabana no norte de Michigan. Ao longo do processo de escolha das lenhas, montagem, acendimento e contemplação do fogo, ele explica como a construção de edifícios se relaciona com os princípios para se estruturar uma boa fogueira. Ele aborda as teorias de Gottfried Semper, a evolução do fogo no ambiente doméstico, os aspectos a se considerar na construção em wood frame, o Princípio de Bernoulli, os sistemas de combate a incêndio e muito mais. Puxe uma cadeira, traga os ingredientes para fazer s’mores e divirta-se com algumas curiosidades sobre o fogo.
Por dentro de uma casa brutalista demolida: a Casa Lincoln
A primeira casa construída nos Estados Unidos feita inteiramente de concreto e vidro já não existe mais. Demolida em 1999, isso não impede que a visitemos virtualmente para vivenciar a experiência de estar em seu interior. Este vídeo e o link abaixo centram-se em uma única residência — a Lincoln House, projetada por Mary Otis Stevens — com o intuito de resgatá-la e explorá-la. A ferramenta Enscape é utilizada para percorrer o edifício e recriar a experiência de estar em seu interior. O vídeo apresenta uma linha do tempo para contextualizar o papel da casa na carreira de seu/sua arquiteto/a e na evolução do Brutalismo na arquitetura, uma análise da edificação e as primeiras impressões ao percorrê-la pela primeira vez. Que magia e outras lições estão latentes no projeto, ocultas até que pudéssemos finalmente vivenciá-lo?
A arquitetura dos balanços

Como recurso de projeto, os balanços podem existir por diversos motivos: como resultados racionais da concepção formal, feitos impressionantes de engenharia ou simplesmente como espetáculos desnecessários. De qualquer forma, frequentemente resultam em edifícios que parecem simultaneamente pesados e leves, apresentando situações de uma precariedade segura para seus/suas habitantes. O vídeo descreve o que são os balanços, bem como alguns dos princípios estruturais que regem seu projeto, como tração, compressão, momento e cisalhamento. Também analisa grandes exemplos de arquitetos/as e escritórios como MVRDV, Rem Koolhaas, Ensemble Studio e Richard Rogers. Por fim, conclui com um reconhecimento aos/às engenheiros/as estruturais e lista alguns/algumas dos/das profissionais responsáveis por alguns dos balanços mais ousados e delicados.
Vocabulário arquitetônico definido de A a Z
Este vídeo apresenta e define termos comuns da arquitetura de A a Z. Não é segredo para ninguém que a arquitetura está repleta de jargões. Isso pode ser motivo de piadas e memes, mas também gera confusão e frustração. Essa dependência de jargões é, até certo ponto, perdoável — afinal, a tarefa de traduzir princípios espaciais, geométricos e compositivos complexos em linguagem verbal é difícil. Ainda assim, isso significa que é preciso se dedicar a aprender essa linguagem para compreender plenamente a comunicação escrita e verbal sobre edifícios. Este vídeo ajuda nessa tarefa ao apresentar as definições de 26 termos arquitetônicos comuns em ordem alfabética. Entre os termos estão estética, contraforte, circulação, diagramático, enfilade, fenestração, geodésico, hierarquia, icônico, ombreira, kitsch, legibilidade, morfologia, nó, ornamento, programa, cunhal, rusticação, estereotomia, tectônica, urbanismo, yurt e zeitgeist. Com este vocabulário fundamental em mãos, você poderá acompanhar qualquer conversa sobre arquitetura.
Design Disruption Episódio 10: Projetando os Hospitais do Futuro
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A pandemia de COVID-19 representa um momento de ruptura para o nosso mundo e promete impulsionar mudanças transformadoras no design, desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas transformações — abordando também questões como as mudanças climáticas, a desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com mentes visionárias da arquitetura, do design, do planejamento urbano e do pensamento contemporâneo, propondo soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
The Architecture Drawing Prize 2021: Inscrições abertas até 1º de outubro

Em sua quinta edição, o prêmio celebra a importância do desenho como ferramenta para captar e comunicar ideias arquitetônicas. Seguindo o legado de grandes arquitetos do passado, de Palladio e John Soane a Le Corbusier e Cedric Price, o prêmio é uma plataforma ideal para refletir e explorar como o desenho continua a impulsionar a arte da arquitetura hoje.