Dario Goodwin

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Las Vegas vs. Paisagem: Michael Light expõe a "terraformação" do sonho americano

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“Barcelona” Casas e o Topo da Área de Recreação do Lake Mead, Lake Las Vegas, Henderson, NV; 2011. Imagem © Michael Light, Lake Las Vegas/Black Mountain

"Situada na paisagem desértica que define a aparência de Nevada,
Ascaya parece ter sido moldada pelos elementos.
[...]
Onde as pedras sobem ao encontro do céu, existe um local chamado Ascaya."
-
Site Promocional de Ascaya

Não é bem assim, de acordo com o livro Lake Las Vegas/Black Mountain de Michael Light, que será lançado em breve. Tratando do avanço da suburbana Nevada para o deserto, esse livro de duas partes analisa Lake Las Vegas, uma então abandonada vítima da crise imobiliária em 2008 que, desde então, emergiu do outro lado da falência, e para as redondezas de Ascaya, uma área residencial de alto padrão que ainda está em processo de estabelecimento em Black Mountain. As fotografias de Light não questionam muito diretamente os empreendedores, mas sim a destruição, a interferência e o aterramento da encosta e a construção de um grande empreendimento imobiliário na paisagem restante. Apresentando belas composições de fotos aéreas das áreas em construção e de campos de golfe cobrindo o deserto, o livro é uma clara crítica ao desenvolvimento destrutivo e insustentável em Nevada. Muito mais do que isso, Light está chamando atenção para a filosofia por trás de empreendimentos como Ascaya e Lake Las Vegas, que falham completamente em conectar a sociedade norte-americana à paisagem norte-americana de forma não destrutiva.

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Cidades caminháveis? Por que não cidades escaláveis?

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“A cidade para as pessoas!" e o grito de guerra do arquiteto reformista - mas que pessoas exatamente? Essa é a questão central do rooftopping, uma nova e emocionante variante da Exploração Urbana que recentemente atraiu a atenção da mídia. Difundindo-se através de redes sociais como o Instagram, esses acrobatas chamam a atenção por suas proezas, mas por que as Explorações Urbanas atingiram as alturas?

A exploração urbana ocupa as margens da consciência pública desde meados dos anos 2000 como uma subcultura punk; anarquistas bisbilhotando túneis de esgoto e realizando explorações em ruínas urbanas. O modo como o rooftopping capturou a imaginação das pessoas, no entanto, assume a forma de um discurso público: como ele se envolve com as mídias sociais, o modo como grupos corporativos tentaram envolver esses acrobatas no mercado, e o modo como esses grupos estão interagindo com o ambiente urbano.

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Por que Putin gosta de colunas: A Rússia do século XXI através das lentes da arquitetura

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Em agosto de 1932, Stalin, de férias em Sochi, enviou um memorando com suas opiniões sobre as inscrições relacionadas ao concurso para a construção do Palácio dos Sovietes, o monumento - que nunca foi construído - para Lenin e para o centro do governo. Neste memorando, ele escolheu seu desenho preferido, um "bolo de casamento colossal" com uma estátua de Lenin de 260 pés (79 metros) no topo, projetado por Boris Iofan. Pouco mais de 80 anos depois, Sochi novamente sediou os caprichos arquitetônicos de um poderoso líder russo para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Uma simplificação exagerada? Provavelmente. Mas com uma boa simetria.

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