A remodelação realizada entre 2012 e 2015 na rua Morandé, próximo ao Palácio de La Moneda, em Santiago, não apenas gerou uma notória mudança visual, mas também permitiu melhorar a experiência das pessoas que passam diariamente pelo local, sobretudo os pedestres.
Esta situação só foi possível através da redução das três pistas dedicadas aos automóveis para apenas uma, a ampliação das calçadas e seu nivelamento com a via, além substituição das cercas que agiam como obstáculos por pilares de concreto, que definem os limites dos espaços.
Todavia, este tipo de renovação não é algo novo. Com efeito, é cada vez mais comum que as cidades promovam este tipo de projeto urbano, dedicando mais espaços para os pedestres e ciclistas e promovendo meios de transporte mais sustentáveis.
As atividades realizadas pelas empresas, indústrias e pessoas no geral, emitem gases de efeito estufa na atmosfera - entre estes gases estão o dióxido de carbono, o metano, o ozônio etc. - que causam impactos negativos no meio ambiente.
Há alguns anos tornou-se possível quantificar este impacto através da pegada de carbono, uma medida adotada por diversas nações e organizações internacionais com o objetivo de conscientizar o público em relação aos danos causados ao ambiente e, assim, promover hábitos mais saudáveis e sustentáveis.
"A arrogância do espaço" é um termo criado pelo especialista em mobilidade urbana e fundador do blog Copenhagenize, Mikael Colville-Andersen, para nomear a distribuição desigual dos espaços públicos dedicados aos ciclistas e pedestres em comparação aos automóveis.
A partir de uma série de fotografias feitas há algum tempo de certas ruas de Calgary (Canadá), Paris (França) e Tóquio (Japão), Colville-Andersen fez uma comparação que mostra a quantidade de espaço destinado aos pedestres e ciclistas em cada uma, como se vê na imagem a seguir.
Em 1871, um incêndio que durou três dias destruiu grande parte de Chicago, fazendo com que nos anos seguintes um plano de reconstrução fosse desenvolvido.
Este incluía obras de infraestrutura e projetos urbanos, sendo um deles a linha férrea Bloomingdale, construída em 1873 na região noroeste da cidade para o transporte de cargas e passageiros e, assim, impulsionar o desenvolvimento industrial e social nesta área.
Cerca de 30% dos automóveis que circulam pelo centro de Amsterdã são táxis e realizam percursos circulares. Além disso, 65% dos veículos motorizados que trafegam por esta região da cidade não têm nela seu destino final.
Estas cifras evidenciam que o centro da capital holandesa pode sofrer com um congestionamento viário que é evitável, desde que se implementem as medidas correspondentes.
Em Nova Déli, 70% da energia consumida é produzida em outras regiões do paós e mais de metade desta é proveniente de fontes de carbono.
São estas fontes que contribuem em grande medida para os altos índices de contaminação atmosférica que afetam a capital indiana e que em 2014 renderam à Nova Déli o título de cidade mais poluída do mundo, segundo a OMS.
Em dezembro, a cidade de Milão, Itália, mostrou níveis de poluição atmosférica tão altos que fizeram com que as autoridades locais rapidamente decretassem várias medidas para dar aos seus habitantes outras opções de transporte que não fossem os automóveis.
Nesse sentido, a cidade investiu no fomento da mobilidade sustentável, estabelecendo o valor de 1,50 Euro na passagem de ônibus e metrô durante o dia, a gratuidade do uso das bicicletas públicas e a proibição dos automóveis no centro da cidade entre as 10h e as 16h.
O metrô de Miami conta com duas linhas de 40 km de extensão e 23 estações. Como se trata de um metrô de superfície, apresenta espaços livres sob sua infraestrutura que, em certos trechos, foram aproveitados para a construção de ciclovias.
No entanto, o desenho destas ciclovias são é mais eficiente, tampouco seguro, apresentando diversas curvas, grandes cruzamentos, pouca distinção dos espaços destinados a ciclistas e pedestres, falta de sinalização e iluminação e pontos cegos, entre outros inconvenientes mostrados no vídeo acima.
Em 2008, o então prefeito de Nova Iorque, MIchael Bloomber, juntamente com a comissária de transportes, Janette Sadik-Khan, anunciou o programa "Summer Streets", que consistia em abrir uma rota de 11km apenas para pedestres e ciclistas, uma experiência verdadeiramente nova em uma cidade que tinha uma cultura centrada no automóvel.
No entanto, durante três sábados consecutivos daquele ano, as centenas de pedestres e ciclistas que transitaram entre às 7h e às 13h no trecho que liga a Ponte do Brooklyn e a 72th Street, demonstraram que existia um grande interesse em recuperar as ruas para outras atividades que não necessariamente envolvem o simples transporte.
A Associação Nacional de Funcionários de Transporte de Cidades, conhecida por sua sigla NACTO, elaborou seis princípios para desenhar cruzamentos que falam sobre como se pode aproveitar as ruas para oferecer deslocamentos mais eficientes e seguras a todos os usuários do espaço viário - pedestres, ciclistas, usuários do transporte público e motoristas.
Usando como ponto de partida estas diretrizes, a associação formulou cinco propostas que seriam aplicadas em diversos tipos de cruzamentos e que poderiam ser implementadas em diferentes cidades do mundo.
O benefício à saúde é um dos argumentos mais comuns entre aqueles que promovem o uso da bicicleta como meio de transporte urbano. E não é por acaso, como já demonstram várias pesquisas realizadas com ciclistas de diversas partes do mundo.
Por exemplo, em Copenhague foi realizada uma pesquisa envolvendo 30.604 pessoas que apontou que, em geral, os ciclistas perdem um dia a menos de trabalho em comparação às pessoas que usam outros meios de transporte para irem ao trabalho.
A página Daily Overview, que compartilha diariamente imagens de satélite de diferentes locais do globo, mostra como a atividade humana tem alterado o ambiente natural.
Inspirado na ideia de mostrar perspectivas similares às dos astronautas no espaço, a página recorre ao Efeito de Visão Geral que, como sugere seu nome, consiste em apresentar uma imagem total de um lugar em particular.
O Paseo La Castellana é um dos pontos de entrada do centro histórico de Madri, por onde circulam diariamente 800 mil automóveis. Por este motivo, a Prefeitura da capital espanhola está elaborando um plano de intervenção nesta avenida que dedicará mais espaço aos pedestres, ciclistas e usuários do transporte público.
Embora ainda não estejam definidas todas estratégias de remodelação, estima-se que o projeto seja concluído até maio deste ano. Até o momento, a única certeza é que as dez pistas atuais para automóveis serão reduzidas, de modo a redistribuir o espaço viário entre os diferentes modais de transporte.
Deste modo, prevê-se que parte das pistas para veículos sejam convertidas em novos espaços peatonais arborizados, ciclovias e corredores exclusivos para ônibus.
O plástico é o material mais presente na contaminação de rios e oceanos de todo o mundo, alcançando a alarmante proporção de 90% de todo os dejetos nas águas poluídas, de acordo com um estudo publicado pela revista Science.
Em relação a isso, são várias as iniciativas que vêm sendo promovidas por cidades de todo o mundo para tentar solucionar este problema.
Em geral, infraestrutura cicloviária é construída em meio à área urbana, nos centros e periferias das cidades, porém, qual a solução quando os ciclistas se deslocam entre diferentes cidades?
Na região do Ruhr, a maior área metropolitana da Alemanha com mais oito milhões de habitantes, foi recentemente inaugurado o primeiro trecho de uma ciclovia que busca oferecer uma alternativa mais segura aos ciclistas.
À primeira vista, um parque sem cercas pode ser percebido como um espaço mais acolhedor e fácil de acessar. Além disso, por estar disponível 24 horas por dia, pode incorporar os trajetos dos cidadãos, melhorando, assim, a conectividade entre os bairros.
Tomando estas ideias como metas, o Departamento de Parques de Nova Iorque lançou o programa "Parque sem Fronteiras"; uma iniciativa que, como sugere seu nome, busca que estes espaços públicos sejam mais acessíveis para os habitantes, mais belos e frequentados por cada vez mais pessoas.
A Associação Nacional de Funcionários do Transporte na Cidade, mais conhecida pela sigla NACTO, é uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova Iorque que reúne 21 cidades dos EUA para compartilharem propostas e práticas que permitam melhorar o desenho urbano.
Com o objetivo de fazer com que o planejamento das cidades tenha um alcance maior, o grupo elabora publicações que orientam sobre como devem ser projetadas, por exemplo, as redes de ciclovias das cidades, ou quais estratégias devem ser implementadas nas ruas para fazer com estas apresentem uma escala humana.
Apresentamos a seguir seis princípios de desenho urbano que contribuem para que os cruzamentos viários sejam mais seguros. O objetivo destes princípios é aproveitar o espaço viário disponível, melhorar a segurança nos deslocamentos e desenvolver uma visão de longo prazo para o desenho das ruas.
No final do ano passado publicamos um projeto do Studio Roosegaarde, dos Países Baixos, que tinha como objetivo construir uma torre, conhecida como Smog Free Tower, que permitia purificar o ar das cidades e, assim, diminuir sua contaminação atmosférica
A iniciativa se tornou mundialmente conhecida após o escritório lançar uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter para construir a torre. Em pouco mais de um mês, a equipe arrecadou mais que o dobro da meta inicial de 50 mil euros, o que tornou possível que a primeira torre esteja hoje em funcionamento em Roterdã.
Como a torre funciona e quais são os primeiros resultados? Saiba mais a seguir.