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Além da tecnologia, a política é um fator crucial na definição do espaço público, e a sua evolução está intimamente ligada ao exercício dos direitos garantidos pela Primeira Emenda constitucional nesses locais. (Nota do/a Tradutor/a: A Primeira Emenda proíbe o Congresso dos EUA de legislar contra a liberdade de religião, de expressão, de imprensa e de associação, tendo sido ratificada em 15 de dezembro de 1791 como parte da Carta de Direitos). Grandes espaços públicos funcionam como refúgios naturais. No entanto, a maioria das áreas que as pessoas consideram públicas — como aeroportos, por exemplo — pertence, na verdade, a corporações privadas ou foi concedida a elas. O verdadeiro valor social do espaço público se manifesta quando ele se torna uma extensão física dos direitos individuais no mundo real.
Sendo assim, o que deve constituir um espaço público?
Os espaços públicos são amplamente reconhecidos como o elemento-chave para a construção de um senso de comunidade. Um espaço público bem-sucedido vai muito além do mero plantio de árvores e da instalação de alguns bancos (para ilustrar, basta conferir a hashtag #PlacesIDontWantToSit). Acredito que a construção comunitária reside no fortalecimento das relações interpessoais, no compartilhamento de identidades fluidas e comuns, no fomento do engajamento e do pertencimento, e na capacidade de acolher novos membros com confiança. Espaços públicos exemplares exigem uma investigação profunda, que deve ser integrada às futuras práticas de projeto.


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