Ben Willis

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Diante da crescente conscientização das pessoas em relação ao espaço público, como os/as designers devem responder?

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Além da tecnologia, a política é um fator crucial na definição do espaço público, e a sua evolução está intimamente ligada ao exercício dos direitos garantidos pela Primeira Emenda constitucional nesses locais. (Nota do/a Tradutor/a: A Primeira Emenda proíbe o Congresso dos EUA de legislar contra a liberdade de religião, de expressão, de imprensa e de associação, tendo sido ratificada em 15 de dezembro de 1791 como parte da Carta de Direitos). Grandes espaços públicos funcionam como refúgios naturais. No entanto, a maioria das áreas que as pessoas consideram públicas — como aeroportos, por exemplo — pertence, na verdade, a corporações privadas ou foi concedida a elas. O verdadeiro valor social do espaço público se manifesta quando ele se torna uma extensão física dos direitos individuais no mundo real.

Sendo assim, o que deve constituir um espaço público?

Os espaços públicos são amplamente reconhecidos como o elemento-chave para a construção de um senso de comunidade. Um espaço público bem-sucedido vai muito além do mero plantio de árvores e da instalação de alguns bancos (para ilustrar, basta conferir a hashtag #PlacesIDontWantToSit). Acredito que a construção comunitária reside no fortalecimento das relações interpessoais, no compartilhamento de identidades fluidas e comuns, no fomento do engajamento e do pertencimento, e na capacidade de acolher novos membros com confiança. Espaços públicos exemplares exigem uma investigação profunda, que deve ser integrada às futuras práticas de projeto.

A arquitetura pode resolver nossas crises?

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“Não é sua responsabilidade concluir a obra [de aperfeiçoar o mundo], mas você também não é livre para desistir dela.” —Rabino Tarfon

Em um voo recente, um senhor sentado ao meu lado notou, em voz alta, que eu estava lendo um livro sobre arquitetura. Atrevendo-me a engajar em uma conversa com mais de duas horas de voo pela frente, confessei que não apenas lia sobre o assunto, mas também praticava a arquitetura. Sua pergunta seguinte, com o tom sincero de um recém-estreante avô, foi se os/as arquitetos/as estavam “resolvendo a crise habitacional”.

A conscientização sobre a importância dos espaços públicos está crescendo — veja como podemos tirar proveito disso

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge sob o título "How Public Space Can Build Community and Rescue Democracy".

Os espaços públicos estão vivendo um momento de destaque. Pessoas de fora do campo do planejamento urbano começam a notar as contribuições vitais que eles trazem para a nossa qualidade de vida: inserindo a natureza e a memória cultural no cotidiano, lembrando-nos de nossas responsabilidades coletivas e apoiando a expressão democrática. Também se começa a perceber as formas sutis como essas contribuições vêm sendo erodidas pelas ameaças de privatização, apropriação corporativa e apatia.

De forma mais evidente, esse momento nos é apresentado pela Apple, que iniciou um agressivo esforço de reposicionamento de marca no varejo para reconceitualizar suas lojas como "praças públicas", o que gerou uma onda de preocupações bem fundamentadas. A tecnologia continua a nos afastar da necessidade de sair de casa ou de interagir cara a cara com outros seres humanos. Se para toda ação há uma reação igual e oposta, conclui-se que as oportunidades de interação interpessoal tornam-se um luxo que passamos a buscar, um chamado para lembrar nossa origem como seres sociais.