
Os concursos de arquitetura são utilizados há muito como forma de eleger os melhores projetos de maneira viável, isonômica e democrática, independentemente de sua finalidade. No Brasil, destaca-se o Instituto de Arquitetos do Brasil, que por mais de século representa os arquitetos do país e advoga veementemente a favor da popularização e formalização dos concursos como forma de contração prioritária de obras públicas, seja para projetos de arquitetura, urbanismo ou paisagismo, por exemplo. As competições garantem que o poder público contrate o melhor projeto, e não necessariamente aquele que oferece o projeto mais barato, como é comum em licitações por pregão.
Para além dos concursos profissionais, utilizados geralmente pelo poder público (e as vezes até pela iniciativa privada), têm-se também os concursos de arquitetura voltados para estudantes, muito comuns em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, e que nos últimos anos têm demonstrado uma vertiginosa crescente de popularidade. São impulsionados como estratégia de marketing de empresas privadas para promover produtos, mas também como iniciativa de órgãos públicos, por escolas através das chamadas charretes, de portais de arquitetura, e por aí vai.
Academicamente falando, esses concursos podem ser vistos como essenciais para iniciar os alunos nessa modalidade de projeto, e ao mesmo tempo incorporar a prática dos concursos como uma maneira de ensino complementar ao ensino formal praticado nas escolas de arquitetura do país.






