
As pessoas queer sempre estiveram presentes, encontrando formas de existir, se reunir e celebrar. Embora sua visibilidade nem sempre tenha sido destacada ao longo da história, por terem que se submeter estritamente à heteronormatividade no passado, não significa que antes não tinham espaços próprios para chamar de seus. Espaços queer, no passado e no presente, têm sido categorizados como locais fortes, vibrantes, vigorosos e dignos de ocuparem seu próprio lugar na história. São lugares seguros para identificação de individualidades, convivência, entretenimento e até oferta de moradia comunitária. Sendo assim, sempre haverá a necessidade de espaços queer.
Apesar dos avanços sociais e da crescente aceitação das comunidades queer recentemente, alguns ainda podem achar difícil aceitar uma narrativa que não seja cisgênero e heterossexual, mesmo no século XXI, resultando em desacordo, exclusão social e violência comunitária. Nosso presente, no entanto, mais do que nunca, lança luz sobre a necessidade de que os membros da comunidade LGBTQIA+ tenham espaços onde possam reivindicar e existir sem medo, para além das portas fechadas, especialmente num ambiente construído dominado principalmente por projetos orientados pelo gênero. Christopher Reed, autor de Imminent Domain: Queer Space in the Built Environment (1996), afirma que "o espaço queer existe potencialmente em todos os lugares do domínio público".

















