
Uma versão mais longa deste artigo, escrita pela estagiária do ArchDaily Sharon Lam, foi originalmente publicado na Revista Salient, dos estudantes da Victoria University of Wellington, intitulado "In the Shadow of the Kowloon Walled City."
É a década de 1970 em Hong Kong, e você tem onze anos de idade. Cedo uma noite, você sai para um bairro próximo para jantar com sua família. A cinco minutos a pé de sua escola primária, é também um lugar que você frequenta com seus amigos. A comida aqui é boa e o lugar é especialmente conhecido por sua fishball noodle soup, que é o que você sempre pede. Você esteve aqui tantas vezes que percorrer os corredores subterrâneos para a barraca de macarrão é fácil, e você sabe para onde pisar para evitar os tetos que gotejam mais. Seu bowl de macarrão chega e você come-o, inconsciente do fato de que nos próximos dois anos este bairro vai aumentar sua população e sua infâmia, e permanecerá até décadas mais tarde como uma das mais notáveis anomalias sociais na história recente.
No seu pico, a Cidade Murada de Kowloon era o lar de 33.000 pessoas em apenas dois hectares de terra - o tamanho de cerca de pouco mais que dois campos de futebol - tornando-o o lugar mais denso na Terra na época. Era um conglomerado de pequenos apartamentos, um sobre o outro, com varandas enjauladas e conectados através de um labirinto de corredores úmidos e escuros. Enquanto isso, o restante de Hong Kong continuava normal, aparentemente não afetado pelo crime e a miséria dentro da cidade murada.
