
As cidades contemporâneas são vibrantes, complexas e estão em constante evolução. Acima de tudo, são mutáveis, dinâmicas e diversas. Que transformações estão ocorrendo e para onde elas estão nos levando? A urbanização continua a ganhar força em muitas regiões do mundo, gerando transformações visíveis e estruturais. Diante desse cenário, começam a surgir dados sobre a evolução de sua configuração e os desafios que enfrentamos. Segundo o Banco Mundial, a população urbana continuará em trajetória de crescimento, com 90% dos novos moradores urbanos concentrados na África e na Ásia. Esse crescimento levanta questões essenciais: como podemos consolidar uma abordagem de projeto que garanta o acesso equitativo a espaços, recursos e serviços? Como podemos tornar as metrópoles emergentes e consolidadas mais inclusivas e acessíveis?
A configuração de muitas cidades frequentemente cria barreiras que dificultam a participação de todas as pessoas em suas dinâmicas, como se existissem fissuras na atmosfera urbana que comprometem a coesão e a inclusão. O rápido envelhecimento da população e o fato de que mais da metade das pessoas com deficiência reside em áreas urbanas acentuam ainda mais essa realidade. Até 2050, o número de pessoas com 65 anos ou mais será o dobro do de crianças com menos de cinco anos e quase igualará o daquelas com menos de 12 anos.













