MVRDV e OODA revelam masterplan guiado pela paisagem para a regeneração da frente ribeirinha de Marvila, em Lisboa

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MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.

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O Masterplan de Marvila, 2026. Imagem © OODA

A área do Plano Diretor de Marvila localiza-se na frente ribeirinha oriental de Lisboa, posicionada entre o centro da cidade e o distrito do Parque das Nações. Segundo a equipe de arquitetura, o terreno era originalmente uma área agrícola de propriedade de famílias abastadas de Lisboa antes de passar por um processo de industrialização no final do século XVIII. Atualmente, as linhas ferroviárias que cruzam a região separam o terreno subutilizado de seu entorno e do Rio Tejo, agravando sua fragmentação. A estratégia de regeneração organiza-se em torno de quatro áreas distintas, conectadas por uma rede contínua de espaços públicos, paisagismo e infraestrutura de mobilidade. Para garantir que o local permaneça ativo durante as obras, cada fase do plano diretor prevê a implantação de espaços públicos e infraestrutura verde.

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O Masterplan de Marvila, 2026. Imagem © OODA
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O Masterplan de Marvila, 2026. Imagem © OODA

Os quatro núcleos são organizados em relação aos bairros vizinhos do Açúcar, POLU, Beato e Madre de Deus. O plano prevê cerca de 1.400 habitações em diversas typologias, incluindo habitações de interesse social e moradias a preços acessíveis. As áreas residenciais são combinadas a equipamentos públicos, como um centro de convivência e uma casa de repouso, além de espaços comerciais e de serviços. A implantação e a volumetria das edificações respondem à topografia do terreno, às visuais e ao tecido urbano circundante, criando transições de escala graduais. As alturas e densidades variam entre as quatro áreas, ao passo que pátios, quadras abertas e rotas públicas foram projetados para promover a permeabilidade e a continuidade urbana.

A proposta também incorpora elementos do patrimônio cultural e natural existente, como o Convento do Beato e uma seringueira centenária que se tornará o ponto focal de uma nova praça pública. A estratégia paisagística introduz zonas de retenção e infiltração de água por todo o terreno, além de vegetação resistente à seca e habitats para espécies locais. Um parque urbano central interliga os quatro núcleos por meio de uma sequência de praças, pátios e corredores verdes.

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O Masterplan de Marvila, 2026. Imagem © OODA
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O Masterplan de Marvila, 2026. Imagem © OODA

O parque também visa mitigar o impacto da futura ponte da Terceira Travessia do Tejo (TTT), que passará pela área, por meio da incorporação de barreiras verdes e do soterramento de trechos da infraestrutura. Além disso, estão previstos um novo edifício de transporte público para a estação de Marvila e uma plataforma sobre as vias férreas da Linha do Norte para reconectar o terreno à cidade e restabelecer a continuidade de pedestres, especialmente entre a estação de Chelas e a frente ribeirinha.

Um projeto desta escala é sempre um compromisso de longo prazo com o lugar e suas pessoas. O que nos propusemos a definir não foi apenas um plano, mas uma estrutura resiliente o suficiente para evoluir, que servirá a Lisboa muito além da primeira fase de desenvolvimento – Rodrigo Vilas-Boas, da OODA

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Diagrama de princípios. O Masterplan de Marvila, 2026. Imagem © MVRDV e OODA

O plano diretor passou por duas rodadas de consulta pública. Após a sua prevista aprovação na fase de Unidade de Execução pela Câmara Municipal de Lisboa, os próximos passos incluem a Avaliação de Impacto Ambiental, as obras de urbanização e o loteamento dos terrenos, estabelecendo as diretrizes para a transformação de longo prazo da área. O projeto assemelha-se a outras propostas de regeneração urbana anunciadas recentemente pelo mundo, como o projeto de uso misto de baixo carbono Tour & Taxis Towers do MVRDV, em Bruxelas; a proposta para Rákosrendező, em Budapeste, liderada pelo escritório Coldefy em conjunto com CITYFÖRSTER, Sporaarchitects, TREIBHAUS.LAND e Marko & Placemakers; e a proposta do UNS e da Settanta7 Design para uma rede de 32 estações em Turim.

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Sobre este autor
Cita: Piñeiro, Antonia . "MVRDV e OODA revelam masterplan guiado pela paisagem para a regeneração da frente ribeirinha de Marvila, em Lisboa" [MVRDV and OODA Reveal Landscape-Led Masterplan for Lisbon’s Marvila Riverfront Regeneration] 14 Mai 2026. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1093635/mvrdv-e-ooda-revelam-masterplan-guiado-pela-paisagem-para-a-regeneracao-da-frente-ribeirinha-de-marvila-em-lisboa> ISSN 0719-8906

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