
Há algo muito atraente na combinação entre vegetação exuberante e a aspereza do concreto aparente. É isso que se propõe a investigar o livro Concrete Jungle: Tropical architecture and its surprising origins, publicado pela editora alemã gestalten. A publicação traz uma leitura sobre "arquiteturas tropicais" modernas, apresentando casas situadas entre os trópicos de Câncer e Capricórnio e suas relações com seus meios culturais, construtivos e ambientais de origem. Mobiliza diversos projetos e arquitetos, num longo período de tempo que vai desde os anos de 1950 até os dias de hoje, traçando um panorama multifacetado que abrange construções residenciais localizadas em regiões tão distintas quando o Brasil, México, Índia e Quênia.
Concrete Jungle "é uma tentativa de entender as casas de concreto como mais do que apenas belos edifícios, mas como resultado de um fenômeno muito mais amplo". Inseridas em seus contextos políticos, econômicos e culturais específicos e plurais, muitas dessas arquiteturas também podem ser entendidas enquanto exemplos de reinterpretações e reelaborações de alguns cânones e parâmetros modernos, ao buscarem adaptar-se a seus meios e possibilidades e criar e estabelecer suas próprias narrativas, questionando um certo discurso de universalidade arquitetônica que atravessa o campo há décadas.













